Pavanato pede que apoiadores de Flávio não participem de atos “que não sejam oficiais”
O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) pediu para que os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não participem de nenhum ato que não seja anunciado nos perfis oficiais dos políticos de direita. Na postagem desta segunda-feira (26), ele ainda defendeu prudência nas críticas feitas nas redes sociais.
"A nossa liberdade está ameaçada. Nós como líderes eleitos vamos fazer a nossa parte. Protejam suas famílias. A briga agora é judicial. Não cometam excessos nas redes sociais. Lula quer censurar as redes, e você pode acabar se tornando um alvo. Não participe de manifestações que não sejam oficiais, quando chegar a hora de algum ato pacífico nós mesmos vamos informar. Espalhem. Precisamos ser cautelosos nesse momento", afirmou Pavanato
O segundo turno terminou com questionamentos da campanha de Flávio. O motivo foi a prorrogação por mais duas horas do período de votação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Dados dos registros das urnas mostram 34,3 mil votos registrados após as 17h, sendo que alguns desses podem ter sido de pessoas que já estavam na fila. Lula, no entanto, venceu com uma vantagem de mais de 4,4 milhões de votos.
Ambas as campanhas pediram a prorrogação do horário oficial em alguns municípios, por razões diferentes. Estes pedidos, no entanto, estiveram originalmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o horário avançado e sem uma manifestação do presidente da Corte, Nunes Marques, o PT subiu ao Supremo com uma reclamação constitucional, alegando descumprimento da determinação de disponibilização de transporte público no dia do pleito.
Um dos pontos que Flávio e seus apoiadores enfatiza é o timing da decisão. Ela foi assinada pouco antes das 17h, horário oficial de fechamento das seções, e foi publicada depois disso. Assim, algumas urnas acabaram fechando. Por conta disso, Zanin precisou esclarecer sua determinação inicial, dizendo que apenas as seções ainda aberta deveriam seguir com a votação em curso.
Nunes Marques avaliou que a decisão do colega de Corte causou confusão no encerramento do 2º turno, mas opinou que não houve impacto significativo para alterar o resultado. Nos bastidores, Nos bastidores, ministros e auxiliares do TSE avaliam que o impacto da prorrogação foi pequeno. Magistrados do STF também descartaram, em relatos publicados após a votação, que as dificuldades registradas fossem suficientes para justificar a anulação do segundo turno.