Milão tem outro dia de protestos violentos; grupo de extrema-esquerda fala em “expropriação proletária”

19 de Out de 2026 - 08:00
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Milão tem outro dia de protestos violentos; grupo de extrema-esquerda fala em “expropriação proletária”

Milão teve outro dia de protestos violentos neste domingo (18), com depredações, saques e ataques.

Fontes policiais relataram nesta segunda-feira (19) que 14 agentes das forças de segurança ficaram feridos em confrontos; 271 pessoas que participaram dos tumultos foram levadas à sede da polícia, das quais 220 são menores de idade e 60 estrangeiros, segundo informações da agência italiana Ansa.

Os protestos, motivados pelo aumento do custo de vida, começaram no sábado (17) e lembraram a violência dos tumultos registrados na França nos últimos dias.

A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira para abordar o tema.

“Mais uma vez, os homens e mulheres das forças de segurança tiveram de enfrentar a violência de criminosos que — por vezes atuando dentro de grupos organizados — aproveitam-se de manifestações para buscar o confronto e semear o caos”, escreveu a premiê italiana no X no domingo.

Assim como na França, a atuação de organizações de extrema-esquerda é investigada. Segundo a Ansa, um grupo que se autodenomina Movimento 17 de Outubro afirmou nas redes sociais que a “mobilização” continuará todos os sábados “até a queda deste governo ladrão”.

“Somos o povo das ruas — aqueles que veem a única violência real nos cassetetes da polícia”, apontou o grupo, que negou acusações de atuação violenta.

“Os violentos são vocês; vocês nos negaram um futuro, e agora estamos tomando esse futuro para nós”, alegou. “Rejeitamos todas as acusações. É este sistema — que está nos matando — que é verdadeiramente violento.”

Um vídeo do grupo mostrou pessoas que haviam saqueado lojas no centro de Milão entregando os itens a uma pessoa em situação de rua, com a legenda: “Expropriação proletária em Milão”.