Mineira condenada por tráfico na Tailândia volta ao Brasil após 4 anos
Belo Horizonte — A mineira Mary Hellen Coelho Silva, de 26 anos, presa por tráfico internacional de drogas na Tailândia em 2022, voltou ao Brasil. A jovem foi detida no aeroporto de Bangkok com outro brasileiro.A advogada de defesa, Kaelly Cavoli Moreira, confirmou a informação ao Metrópoles nesta quinta-feira (15/10).“A defesa de Mary Hellen informa que ela retornou ao Brasil no dia 5 de setembro, após ser beneficiada por indultos reais concedidos pelas autoridades tailandesas, que reduziram significativamente o período de cumprimento da pena e possibilitaram sua saída do sistema prisional”, informou em nota.Mary Hellen foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão, além de uma multa de 750 mil baht, equivalente a cerca de R$ 105 mil na época. Durante o período em que esteve presa, trabalhou na unidade prisional e, segundo a defesa, manteve bom comportamento, o que contribuiu para a redução de pena e para o retorno.Ela, também, recebeu o chamado “perdão real”, benefício concedido duas vezes por ano na Tailândia, no aniversário do rei e no Dia dos Pais.Relembre o casoMary Hellen, que é natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas, viajou para Curitiba, onde encontraria um homem que havia conhecido pelas redes sociais. Depois, seguiu para a Tailândia sem avisar a família.Em 14 de fevereiro de 2022, foi presa no aeroporto de Bangkok com o homem. Horas depois, um terceiro brasileiro foi detido com mais 6 kg de cocaína. Ao todo, foram apreendidos cerca de 15 kg da droga.A prisão gerou preocupação na família diante da possibilidade de pena de morte, prevista para determinados crimes de tráfico na Tailândia. No entanto, a punição não se aplicava ao caso, já que a cocaína pertence a uma categoria de entorpecente para a qual a legislação do país prevê penas de prisão e multa.RecomeçarSegundo a advogada, a volta ao Brasil marca o início de uma nova fase na vida de Mary Hellen, após anos longe da família. “Este é um momento especialmente delicado, sobretudo porque Mary Hellen perdeu a mãe e o avô enquanto ainda estava privada de liberdade, sem a possibilidade de vivenciar essas despedidas e o luto ao lado de seus familiares“, contou.Agora, segundo a defesa, a prioridade é reconstruir a vida, retomar os laços familiares e se readaptar à rotina no Brasil.“Após uma trajetória marcada por dificuldades, perdas e afastamento, Mary Hellen tem agora o direito de recomeçar, com dignidade, tranquilidade e privacidade, ao lado de sua família”, finalizou.