Padrasto de bebê morta em Samambaia com sinais de violência é preso
Dez dias após a dias da morte de Alice Fraga Delgado de Oliveira, de 1 ano e 3 meses, em Samambaia, o padrastro da criança foi preso nesta sexta-feira (6/11). Ele é suspeito de provocar a morte da criança.
A menina , após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência pelo corpo. As investigações do caso são conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), através da 32ª Delegacia de Polícia.
Veja momentos da criança em vida:
Ao Metrópoles, um familiar, que preferiu não se identificar, relatou que os parentes tiveram acesso recentemente à certidão de óbito da menina.
O documento aponta que a causa da morte foi hemorragia aguda, hemopneumotórax, politraumatismo e ação contundente.
Justiça
O familiar também relatou sobre como a morte da menina causou uma grande comoção entre os parentes, amigos e até mesmo nas pessoas que não conheciam a criança. Segundo ele, todos os custos do velório e sepultamento foram pagos por meio de doações.
“Foram pessoas que amam a nossa família, que se sensibilizaram e fizeram doações para que ela [bebê] tivesse aquele velório”, contou.
Família segue sem respostas 10 dias após morte de bebê de 1 ano e 3 meses
A criança faleceu em 25 de outubro
O laudo do IML pode ser crucial para finalizar o caso
Entenda
- Alice morreu em 25 de outubro, de Samambaia para afastá-la da mãe, do padrasto e da babá.
- A solicitação foi feita após após profissionais de saúde identificarem lesões no corpo da criança.
- O episódio em questão ocorreu em 13 de outubro, quando a bebê foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, posteriormente, para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Na quinta-feira (22/10), a Justiça indeferiu o pedido de afastamento.
- Durante o atendimento na UPA, profissionais identificaram hematomas que aparentavam estar em diferentes estágios de evolução. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) confirmou que a menina chegou à unidade em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência.