Paquetá, Carrascal ou Lino? Entenda lógica de Jardim para definir substituto de Arrascaeta no Flamengo
Treinador mudou a escolha para o meio-campo e viu atacante colombiano corresponder bem na vaga do uruguaio
Jardim elogia Carrascal e Paquetá: "Polivalência que faz do Flamengo uma equipe forte"
O entrou em campo na vitória por 3 a 0 sobre o Bahia com novidades no time titular. A principal delas foi no meio-campo. Depois de três jogos seguidos com Paquetá entrando na vaga de Arrascaeta, Leonardo Jardim mudou a estratégia e apostou em Carrascal. O colombiano foi bem e reabriu o debate na disputa por uma vaga no setor na ausência do camisa 10.
A ideia inicial de Jardim era ter um jogador definido enquanto o uruguaio trata a lesão no punho esquerdo ao invés de promover vários testes. Paquetá foi o escolhido, mas teve oscilações. O português não quis explicar se a decisão pela mudança foi apenas técnica e/ou tática ou se foi física, especialmente pensando na semifinal da Libertadores. Mesmo assim, destacou a polivalência das alternativas.
— Há estratégias e razões físicas. Quando tomo decisões de se vai jogar esse ou aquele... primeiro quero uma equipe competitiva. Depois, o bom de ter um jogador como Paquetá, que pode jogar no cansaço do Erick (Pulgar), poderia jogar por fora no cansaço do Lino, por dentro no cansaço do Carrascal. É um jogador que pode atuar em várias posições. Foi importante, entrou no jogo e fez um gol. Uns ajudando os outros, outros jogam hoje, outros jogam amanhã. É nossa ideia coletiva. Acredito em todo o elenco e que todos podem ajudar. Não vale a pena jogar com jogadores cansados ou em 50%. Não acredito em jogador 50%. Por isso nós temos o elenco que temos e temos opções para todas as posições - disse Jardim.
O treinador vê Paquetá melhor como um segundo volante, como o próprio jogador já admitiu que prefere estar em campo. Mesmo assim, a vantagem do camisa 11 é a possibilidade de atuar em praticamente todas as funções do meio para frente. Além dele e de Carrascal, outro que pode aparecer por ali é Samuel Lino. O rendimento dele no setor, inclusive, tranquilizou o na busca por reforços durante a janela de transferências. Vale lembrar que o treinador estabeleceu um reserva de Arrascaeta como prioridade, mas acabou não sendo atendido.
— O Lino é mais dinâmico em termos de preencher a área e movimento. O Carrascal talvez seja o melhor a buscar o jogo interior de costas, para girar e conseguir arrancar. O Paquetá é o que preenche melhor os espaços e entra bem na área, tem presença na área, de cabeça e finaliza. Por isso tem 14 gols. Tudo isto faz parte das nossas necessidades. E também precisamos entender que o momento dos jogadores é importante. Quando estão bem, é dar continuidade ao momento. É isso que eu pretendo - explicou o treinador.
Lucas Paqueta, jogador do Flamengo comemora seu gol durante partida contra o Bahia — Foto: Walmir Cirne - agif
A possibilidade de levar em conta o momento deixa a disputa aberta para o próximo jogo, pela semifinal da Libertadores. A comissão técnica entende que esta fase da temporada já não permite mais testes e, portanto, vai considerar a fase e o aspecto físico para tomar as decisões.
Apesar de Jardim ter dito na coletiva que vai avaliar as condições dos jogadores para saber quem estará disponível na semifinal da Libertadores e ter citado Arrascaeta, o uruguaio ainda não está próximo do retorno. Ele passou por cirurgia no punho esquerdo em 1º de outubro e tenta estar à disposição após a próxima Data Fifa de novembro.
O é o líder do Campeonato Brasileiro, com um ponto a mais do que o Palmeiras. O time agora vira a chave para a Libertadores e enfrenta o Estudiantes na próxima quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. A ida, em La Plata, foi 0 a 0.
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