Petrobras: produção de petróleo bate novo recorde e reforça tese de alta, diz BBI

14 de Out de 2026 - 12:20
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Petrobras: produção de petróleo bate novo recorde e reforça tese de alta, diz BBI

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) registram mais de 1% nesta quarta-feira (14), com o petróleo registrando leves ganhos.

Em destaque, dados preliminares da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que a produção de petróleo da Petrobras alcançou 2,96 milhões de barris por dia em setembro de 2026, alta de 1% em relação a agosto. O avanço foi impulsionado principalmente pelos campos de Búzios, cuja produção cresceu 2% no mês, e Tupi, com expansão de 8%.

A produção de Búzios superou 1 milhão de barris por dia pelo segundo mês consecutivo, refletindo a continuidade do aumento de produção das plataformas.

Já Tupi produziu aproximadamente 550 mil barris por dia, após operar mais próximo de 500 mil barris por dia entre maio e agosto. No 3T26, a produção média de petróleo da companhia atingiu 2,89 milhões de barris por dia, avanço de 6% em relação ao trimestre anterior. O volume ficou acima dos 2,77 milhões de barris por dia considerados pelo consenso. Os dados mensais da ANP são acompanhados por meio dos boletins e das bases públicas de produção por campo e concessionário.

Na visão do Bradesco BBI, os dados serão positivos para a Petrobras, com o desempenho reforçando a expectativa de que as estimativas de produção do mercado continuem sendo revisadas para cima e pode resultar em projeções maiores de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), lucro e geração de caixa para o 3T26.

Para os analistas, ainda é cedo para concluir que o patamar de 2,96 milhões de barris por dia será mantido nos próximos meses.

A produção mensal pode variar em função de paradas programadas, manutenção, eficiência das plataformas, intervenções em poços e ritmo de aumento de produção dos novos sistemas.

“Apesar dessa ressalva, o desempenho de setembro é consistente com nossa curva de produção revisada, que considera produção de petróleo de 2,8 milhões de barris por dia em 2027 e 3,05 milhões em 2028. O fato de a companhia já ter alcançado um nível mensal superior à projeção anual de 2027 adiciona conforto à tese, embora não deva ser extrapolado de forma direta”, avalia o BBI.

Ainda em destaque, conforme aponta a XP Investimentos, a Petrobras anunciou nesta terça-feira (13) a assinatura dos acordos de equalização relacionados aos reservatórios compartilhados de Berbigão e Sururu.

Como resultado, a companhia receberá um valor líquido de cerca de US$ 859 milhões de seus parceiros nos consórcios, equivalente a 0,52% do valor de mercado. O montante será liquidado até novembro de 2026.

Em abril, a ANP aprovou os Acordos de Individualização da Produção (AIPs). As participações finais da Petrobras foram definidas em 45,4% em Sururu e 62,9% em Berbigão, com vigência a partir de 1º de maio de 2026.

A XP ressalta a notícia como positiva avaliando que, embora alguma compensação financeira já fosse esperada após a aprovação dos AIPs, o acordo equivale a um yield de 0,52% e deve apoiar a geração de caixa e os dividendos da Petrobras no 4T26.

Os AIPs são necessários quando um reservatório se estende além dos limites de uma área sob concessão. “Neste caso, o processo de individualização envolveu o Contrato de Concessão BM-S-11A e o Contrato de Cessão Onerosa. Como parte do processo, as empresas negociam compensações financeiras relacionadas a custos operacionais incorridos e receitas geradas pela produção antes da formalização dos acordos”, apontam os analistas da casa.

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