Polícia investiga como latrocínio morte de homem agredido em ato pró-Lula

27 de Out de 2026 - 16:10
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Polícia investiga como latrocínio morte de homem agredido em ato pró-Lula

São Paulo — A Polícia Civil investiga como latrocínio a morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, que foi espancado por um grupo de pessoas durante um ato pró-Lula na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a vítima teve o celular e outros pertences levados pelos agressores.O caso ocorreu na última sexta-feira (23/10) quando Marcelo acompanhava a apresentação da “Banda Esquerdantina”. Em determinado momento do evento, ele foi abordado e agredido por um grupo de suspeitos, que filmou a ação.A gravação foi transmitida ao vivo em uma rede social e mostra o grupo cercando a vítima e anunciando o roubo de um celular. O homem até tentou escapar, mas foi agredido e caiu inconsciente no chão. É possível ouvir, na live, uma mulher do grupo comentando que Marcelo “apagou”.Ele foi levado às pressas ao Hospital Santa Casa, onde permaneceu internado em coma induzido até morrer nessa segunda-feira (26/10). Além da investigação por latrocínio, há suspeita de que as agressões tenham sido motivadas por homofobia. Leia também São PauloMorre jovem que foi agredido em ato da esquerda no litoral de São Paulo São PauloJovem internado por agressão em ato de esquerda em SP está em coma induzido São PauloGrupo fazia live no momento em que agrediu engenheiro em ato de esquerda São PauloJovem em surto morto pela PM em Moema foi atingido por 12 tiros, diz laudo Em relato ao Metrópoles, Luiz Santana, músico do Esquerdantina, afirmou que episódios do tipo nunca aconteceram em outras apresentações da banda: “A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim”.A banda exigiu a “rápida apuração” do caso e a punição dos responsáveis. “Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”, disse a banda em nota oficial.O 4° Distrito Policial de Santos trabalha a partir de imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais para identificar e localizar os agressores. Testemunhas também são ouvidas para individualizar a conduta de cada suspeito.O trabalho foi reforçado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), órgão de inteligência da SSP, para identificar os autores em coordenação com com auxílio de empresas de tecnologia, telefonia e redes sociais.