Produção industrial recua em 10 estados em agosto, aponta IBGE
A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto de 2026 na comparação com julho de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (8). O levantamento mostrou que dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda, com o Pará (-7,3%), Amazonas (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,5%) registrando as maiores retrações.
O Pará chegou ao quinto mês seguido de queda e acumulou perda de 19,5% nesse período. O Amazonas devolveu parte do avanço de 14,3% registrado em julho, enquanto o Rio Grande do Sul interrompeu dois meses de crescimento, nos quais havia acumulado alta de 6,4%.
Também ficaram abaixo da média nacional o Ceará (-3,6%), Pernambuco (-2,5%), Espírito Santo (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%) e Goiás (-1,1%). São Paulo caiu 0,2%, a Região Nordeste recuou 0,5% e Minas Gerais ficou estável.
A Bahia foi o principal destaque positivo em agosto, com alta de 3,7%, o terceiro mês consecutivo de crescimento. Os estados do Rio de Janeiro (1,1%), Mato Grosso (1,0%) e Paraná (1,0%) também registraram expansão.
Na comparação com agosto de 2025, a indústria brasileira recuou 1,2%, com 12 dos 18 locais pesquisados apresentando queda. Pará (-19,8%) e Maranhão (-11,2%) tiveram as maiores retrações, ambas superiores a dois dígitos.
Também houve queda no Ceará (-7,8%), Mato Grosso (-4,4%), Bahia (-3,0%), Região Nordeste (-2,7%), São Paulo (-2,5%) e Paraná (-1,3%). Rio Grande do Sul (-0,8%), Pernambuco (-0,7%), Santa Catarina (-0,7%) e Goiás (-0,4%) completaram o grupo de resultados negativos.
Na outra ponta, Rio de Janeiro (8,3%) e Espírito Santo (8,0%) tiveram os maiores avanços na comparação anual. Mato Grosso do Sul (3,8%), Minas Gerais (0,5%), Amazonas (0,5%) e Rio Grande do Norte (0,1%) também cresceram.
No acumulado de 12 meses, a indústria ainda registra alta de 0,6%, mesmo resultado de julho e próximo dos 0,7% de junho. O desempenho, porém, mostra perda de ritmo: entre o primeiro e o segundo quadrimestres de 2026, o resultado nacional passou de alta de 1,8% para 0,0%.
Ao todo, 11 dos 18 locais pesquisados perderam dinamismo entre os dois períodos. Entre as maiores quedas estão Pernambuco, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Região Nordeste e Mato Grosso.