Reeleito presidente, Lula tem encontros para discutir os desafios do quarto mandato

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta segunda-feira (26), no Palácio da Alvorada, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para discutir os desafios do quarto mandato. Depois de acompanhar, no domingo (25), a apuração dos votos em São Paulo, Lula embarcou para Brasília. Eram quase 3h, quando o presidente Lula chegou a Brasília. O descanso durou poucas horas. O movimento no Palácio da Alvorada começou no fim da manhã. Primeiro, assessores. Mais tarde, Lula se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor para Assuntos Externos, Celso Amorim. Lula também recebeu ligação da presidente do México, Claudia Sheinbaum. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Lula reservou a tarde para um encontro com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, e do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, para tratar de desafios que dependem do apoio do Legislativo. A reunião de Lula com os presidentes da Câmara e do Senado durou uma hora e 40 minutos. Eles discutiram pendências na agenda do Congresso. Uma delas é a aprovação da PEC da segurança pública, que aguarda votação pelo Senado. A proposta aumenta a participação do governo federal nas ações de combate a organizações criminosas. Cria, por exemplo, o Sistema Único de Segurança Pública. Depois do encontro, os dois divulgaram comunicados reafirmando o compromisso de trabalharem juntos com o governo federal. Reeleito presidente, Lula tem encontros para discutir os desafios do quarto mandato Jornal Nacional/ Reprodução O presidente Lula também recebeu no Alvorada, nesta segunda-feira (26), os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti. O principal desafio do governo será organizar as contas públicas e conter o crescimento da dívida do país. Em agosto, a dívida atingiu 82,9% do PIB - um crescimento de 11 pontos percentuais durante o terceiro mandato de Lula. Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas dos MEIs com a União. Também enviou ao Congresso uma proposta para financiar a gratuidade do transporte público nos fins de semana e feriados. Medidas que devem aumentar a pressão sobre as contas públicas. O coordenador do Observatório de Política Fiscal do FGV Ibre, Manoel Pires, afirma que, para isso, o governo terá de avançar no ajuste fiscal, com medidas efetivas para cortar ineficiências nos gastos e frear o aumento das despesas: “O que ele está colocando indica a manutenção da estratégia atual, que é cortar incentivo fiscal. Isso ele fez no último mandato e muito provavelmente vai fazer agora também. Mas isso tem se mostrado ineficiente, insuficiente para resolver o problema. Então, o que se espera nesse novo ciclo de governo é que você ataque também as questões relacionadas ao gasto público, que tem crescido nesse período acima do crescimento do PIB, pressionando a economia e a taxa de juros, de certa forma”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Mais eleitores nas urnas, menos votos brancos e nulos e virada em mais de 200 cidades: a combinação que levou Lula à vitória histórica Mapa da virada: onde Lula avançou e como mudou a votação de Flávio Bolsonaro entre o 1º e o 2º turno Lula ganha 10,3 milhões de votos no 2º turno, mais do que a soma dos eliminados no 1º turno Lula enfrentará Congresso à direita, crise no STF e precisará conciliar promessas com economia no 4º mandato Esquerda x direita: veja como está o MAPA da América do Sul após a reeleição de Lula