Sem bets, ministros de Lula articulam patrocínio da Caixa ao Corinthians
Com a proibição das bets no Brasil, ministros do governo articulam, nos bastidores, um patrocínio da ao Corinthians, time do coração do presidente .
A negociação, segundo apurou a coluna, envolve os ministros da Saúde, (PT), e da Secretaria-Geral da Presidência, (PSol). Ambos são corintianos.
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Telão da Neo Quimica Arena, do Corinthians
As tratativas preveem que a Caixa Econômica se torne uma das principais patrocinadoras do Corinthians e passe a estampar a marca do banco público na camisa do alvinegro paulista.
A negociação acontece em meio à proibição das bets no Brasil determinada por Lula. O veto levou o time a ter de parar de exibir a bet “Esportes da Sorte,” até então patrocinadora máster do clube.
A Caixa também negocia assumir os naming rights, atualmente da farmacêutica Neo Química, em troca da quitação de parte da dívida do time com o banco, hoje de cerca de R$ 630 milhões.
Um terceiro ponto negociado entre o Corinthians e a Caixa com intermediação dos ministros de Lula prevê a criação de uma espécie de loteria instantânea do clube vinculada ao banco público.
Caixa libera R$ 27 milhões ao Corinthians
Nesta semana, o Corinthians assinou um acordo com a Caixa para liberar R$ 27 milhões depositados em uma conta reserva prevista no contrato de pagamento da dívida pela construção da Arena Corinthians.
O acordo prevê a suspensão, por um período de um ano, do pagamento da terceira parcela de 2026, no valor de R$ 27 milhões, do refinanciamento da Neo Química Arena. A parcela venceu em 25 de setembro.
À coluna, a assessoria do Corinthians afirmou que a negociação do time com a Caixa está “bem encaminhada” e que já teria chegado ao conselho de administração do banco. O time, contudo, disse não poder dar detalhes.