Tensão das Malvinas: Argentina impõe sigilo à compra de equipamento militar

19 de Out de 2026 - 20:10
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Tensão das Malvinas: Argentina impõe sigilo à compra de equipamento militar

A Argentina impôs sigilo à compra de equipamentos para as Forças Armadas do país. A medida foi impementada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do país, segundo a TN, rede afiliada da CNN.

A medida foi assinada pelo presidente Javier Milei e pelo Ministro da Defesa Carlos Presti, limitando o acesso à informação sobre o tipo de material, o custo e o fornecedor do equipamento.

Isso acontece em meio ao aumento das tensões com o Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Malvinas.

Ainda de acordo com a TN, os regulamentos definem segredos militares como “qualquer notícia, relatório material, projeto, trabalho, fato ou assunto que, no interesse da segurança nacional e de seus meios de defesa, deva ser conhecido apenas por pessoas autorizadas e mantido fora do conhecimento de qualquer outra pessoa”.

Além disso, o artigo de uma lei citada na resolução “estipula que a finalidade da Defesa Nacional é garantir permanentemente a soberania e a independência da Nação Argentina, sua integridade territorial e capacidade de autodeterminação, e proteger a vida e a liberdade de seus habitantes”.

Eles também indicaram que o Ministério da Defesa “identifica um processo de aquisição de material e equipamento cuja natureza, características e finalidade exigem que seu conteúdo seja conhecido apenas por pessoas autorizadas e mantido fora do conhecimento de qualquer outra pessoa, uma vez que sua divulgação poderia comprometer a segurança nacional e os meios de defesa da Nação.”

Tropas britânicas treinam para invasão argentina, diz jornal

Tropas britânicas vêm treinando para retomar as Ilhas Malvinas em caso de uma invasão argentina. Mais de 100 soldados se juntaram a reservistas locais para realizar um exercício de seis dias na região no início deste mês, segundo o jornal The Times.

O treinamento reproduziu acontecimentos da invasão argentina de 1982 e incluiu uma caminhada noturna de 32 quilômetros e um ataque anfíbio.

O comandante da companhia, major Nunkoosing, disse ao The Times que o treinamento deu aos soldados “a oportunidade de seguir os passos de nossos antepassados e ter uma pequena ideia do que eles enfrentaram para alcançar a vitória em 1982”.

Por que Reino Unido e Argentina entraram em guerra pelas Malvinas?

A Argentina reivindica soberania sobre as ilhas argumentando que herdou o território da Espanha após a independência em 1816 e que o Reino Unido assumiu o controle em 1833 por meio de um ato colonial ilegal.

O Reino Unido jusitifica que os habitantes das ilhas têm o direito de decidir seu próprio futuro.

Em abril de 1982, o governo militar argentino, liderado por Leopoldo Galtieri, ordenou a invasão das ilhas, acreditando que o governo britânico não responderia com força militar.

No entanto, a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, enviou uma força-tarefa naval e recuperou o controle após 74 dias de combates. A Argentina rendeu-se em junho de 1982, e a derrota acelerou a queda da junta militar no país sul-americano.

Ao todo, 649 argentinos morreram nos combates, assim como 255 militares britânicos e três habitantes das Ilhas Malvinas.

Entenda disputa entre Argentina e Inglaterra pelas Ilhas Malvinas