Trump suspende temporariamente sanções contra a Rússia para proteger o “interesse nacional”
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16/10/2026 às 23:40
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (16) uma ordem executiva que suspende temporariamente um amplo pacote de sanções aprovado pelo Congresso contra a Rússia, sob o argumento de que a medida visa proteger o "interesse nacional".
A decisão afeta uma lei que leva o nome do falecido senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, que busca endurecer as sanções contra a economia russa e limitar o fluxo de recursos financeiros que ajudam a sustentar a guerra na Ucrânia.
A legislação previa tarifas de até 100%, no prazo de 30 dias, sobre todos os produtos importados pelos EUA dos cinco maiores compradores de petróleo bruto ou gás russo.
A medida também direcionava as tarifas a qualquer país que, num espaço de 30 dias após a lei entrar em vigor, adquirisse petróleo ou gás russo de forma deliberada, ou que figurasse entre as cinco nações que ajudam o Kremlin a burlar as sanções impostas.
A decisão vem após o presidente americano demonstrar insatisfação com a gestão de Volodymyr Zelensky, apontando que ele "destruiu a Ucrânia".
Além disso, nesta manhã, Trump disse ainda que o ditador russo, Vladimir Putin, é uma pessoa com quem é mais fácil negociar e opinou que não deve haver acordo de paz enquanto Zelensky estiver no poder.
“Acredito que ambos gostariam, na verdade, que isso [a guerra] chegasse ao fim, mas, para mim, é mais difícil lidar com Zelensky do que com Putin”, disse Trump à emissora Newsmax.
“Se eles chegarem a algum tipo de acordo, não será com ele. Ele não quer um acordo. Ele diz que quer, mas não quer. Não, não sou um grande admirador de Zelensky. Eles destruíram aquele país. Veja bem, tudo começou, na verdade, com Barack Hussein Obama, quando permitiram que a Crimeia fosse tomada”, afirmou, citando a anexação da península ucraniana pela Rússia em 2014, quando o democrata presidia os EUA.
O chefe da Casa Branca havia sancionado a Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã mês passado. Países como a Índia, que figura como um dos maiores compradores de petróleo russo, haviam manifestado preocupações quanto à nova legislação.
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