6 ações que podem brilhar e 6 ações que podem decepcionar na temporada do 3º tri

21 de Out de 2026 - 05:20
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6 ações que podem brilhar e 6 ações que podem decepcionar na temporada do 3º tri
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A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26) começa em um ambiente de desaceleração econômica, juros ainda elevados e ativos que já passaram por forte reprecificação após o primeiro turno das eleições. Para analistas, o foco dos investidores deve estar menos nos números de julho a setembro e mais nas perspectivas para 2027, especialmente diante da expectativa de um cenário macroeconômico mais favorável e de queda dos juros no próximo ano.

Na avaliação do Santander, o mercado tende a ser mais tolerante com resultados pressionados por fatores macroeconômicos, como demanda mais fraca em função dos juros elevados. Por outro lado, problemas específicos das empresas, como perda de participação de mercado, falhas de execução, aumento da concorrência ou deterioração estrutural das margens, devem ser punidos com mais rigor. Nesse contexto, os investidores parecem cada vez mais dispostos a olhar além do atual momento do ciclo econômico e focar na recuperação esperada para 2027.

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Olhando para empresas específicas, o Santander aponta seis potenciais destaques positivos e cinco negativos para a temporada, enquanto o Morgan Stanley inclui Natura (NATU3) entre os nomes com maior risco de frustração.

Confira abaixo:

DESTAQUES POSITIVOS

Embraer (EMBJ3)

Os números da Embraer de entregas do 3T26 foram moderadamente positivos, na projeção do Santander, apesar de as entregas nos segmentos de Aviação Comercial e Executiva terem ficado abaixo das estimativas do banco.

Os dados sugerem que os esforços para equalizar a produção estão ganhando tração, o que pode proporcionar maior previsibilidade ao fluxo de caixa livre (FCF) daqui para frente. Com base nas tendências recentes de entrega, o banco mantém a visão de que o guidance para o ano de 2026 é alcançável e o banco acredita que os resultados do 3T26 podem representar uma surpresa positiva.

Gerdau (GGBR4)

O Santander espera um 3T26 positivo para a siderúrgica, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado de R$ 3,7 bilhões e margem de 20,4%, impulsionado principalmente por um desempenho mais forte na América do Norte – onde preços realizados mais elevados podem compensar com folga os custos de manutenção e promover a expansão das margens.

No Brasil, destaca a equipe de estratégia, os ganhos com preços podem ser amplamente neutralizados por custos mais altos de insumos e fretes, mantendo as margens praticamente estáveis; na América do Sul, o cenário deve permanecer fraco, refletindo paradas para manutenção e preços mais baixos.

Multiplan (MULT3)

O banco projeta um 3T26 sólido para a Multiplan, com receita líquida de R$ 591,0 milhões (queda de 2,2% na comparação anual). Esse resultado reflete, em grande parte, uma receita imobiliária menor — impactada por uma base de comparação desafiadora —, apesar do crescimento nas receitas de locação, estacionamento e serviços.

Como resultado, estima um AFFO (Fundos de Operação Ajustados) de R$ 287 milhões, um aumento de 20,4% na comparação anual, impulsionado principalmente pela redução das despesas financeiras líquidas. Por fim, ao incluir os ganhos de capital provenientes da venda de uma participação de 9,33% no ParkShoppingBarigui, a estimativa é de um AFFO de R$ 429,3 milhões.

Nubank (NU; BDR: ROXO34)

A projeção da equipe de estrategistas é de um lucro líquido de US$ 1,13 bilhão para o 3T26 (+7% em relação ao trimestre anterior; ligeiramente acima do consenso) e um ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio) de 33%, sustentados por um crescimento robusto da receita, rendimentos de crédito estáveis ​​e uma margem financeira líquida (NIM) ajustada ao risco praticamente estável.

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Os estrategistas esperam que a expansão da carteira de crédito permaneça forte, enquanto a qualidade dos ativos deve apresentar apenas uma leve deterioração. Embora as estimativas estejam próximas de um consenso, o banco vê espaço para uma surpresa positiva, dado o ceticismo dos investidores quanto à capacidade do NU de sustentar sua margem financeira líquida (NIM) ajustada ao risco; por outro lado, a deterioração das tendências de crédito em todo o setor permanece como um risco de queda relevante.

Smart Fit (SMFT3)

O Santander espera mais um trimestre forte, com receita e lucro líquido apresentando altas de 25% e 33%, respectivamente. “Acreditamos que o Brasil continuará sendo o principal motor de crescimento, enquanto os demais países se beneficiam de uma base de comparação cambial mais favorável”, aponta.

Vibra (VBBR3)

A expectativa é de que a Vibra apresente mais um trimestre forte no 3T26, com um Ebitda ajustado de aproximadamente R$ 3,9 bilhões. As margens de distribuição de combustíveis devem permanecer robustas, em torno de R$ 390/m³ — apesar de uma certa normalização em relação ao trimestre anterior —, sustentadas pela contínua restrição na oferta do mercado de combustíveis, um crescimento de volume de cerca de 4% na comparação anual e avanços no combate a irregularidades no mercado.

A projeção é de um fluxo de caixa livre (FCF) de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, o que favorece a continuidade da desalavancagem. “Para o futuro, vislumbramos um cenário favorável no mercado de combustíveis, sustentando uma dinâmica positiva de resultados para o 4T26”, avalia.

DESTAQUES NEGATIVOS

CSN Mineração (CMIN3)

O Santander espera um 3T26 fraco, com volumes de vendas menores e fretes mais elevados pressionando os preços realizados.

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Paralelamente, os custos C1, indicador que mede o custo operacional por tonelada produzida, podem continuar sob pressão devido ao aumento do preço do diesel e à menor produção. “Estimamos um Ebitda de R$ 386 milhões, com uma margem de 14%”, aponta.

Grupo Mateus (GMAT3)

A projeção é de mais um trimestre fraco, com queda de cerca de 6% nas vendas nas mesmas lojas (SSS) e uma compressão de aproximadamente 120 pontos-base (bps) na margem Ebitda, uma vez que o fraco desempenho das vendas pode continuar pressionando a alavancagem operacional.

Grupo SBF (SBFG3)

A visão do Santander é de uma desaceleração significativa nas vendas, dado o cenário macroeconômico mais desafiador; o crescimento das vendas deve ser de cerca de 3,0% na comparação anual (ante +20% no 2T26), resultando em uma compressão de 262 pontos-base (bps) na margem Ebitda em relação ao ano anterior.

Marcopolo (POMO4)

A expectativa do Santander é de um 3T26 fraco, com um desempenho mais contido, impulsionado principalmente por volumes menores, somado a efeitos cambiais adversos decorrentes da valorização do real frente a outras moedas.

Porto Seguro (PSSA3)

O Santander projeta um lucro líquido recorrente de R$ 783 milhões no 3T26 (-7% em relação ao trimestre anterior; -6% em relação ao mesmo período do ano anterior) e um ROAE de 20%.

“O resultado deve ser pressionado por índices de sinistralidade mais elevados nos segmentos de automóveis e saúde, provisões maiores no Porto Bank e resultados financeiros mais fracos”, avaliam os analistas do Santander. A Porto Serviço deve ser o principal destaque positivo; por outro lado, tendências mais fracas na maioria dos demais segmentos e uma visibilidade limitada dos lucros podem levar a novas revisões para baixo nas estimativas do mercado, mantendo uma pressão negativa sobre as ações.

Natura (NATU3)

Já o Morgan Stanley, em outro relatório de análise, destacou a companhia de cosméticos como um dos destaques negativos do 3T26 na América Latina. A projeção é de mais um trimestre difícil para a Natura (NATU3), com pressão tanto sobre as vendas quanto sobre a rentabilidade. O banco projeta queda de 2,6% na receita consolidada do terceiro trimestre, incluindo uma retração de 4,5% nas vendas da operação Natura Brasil, refletindo problemas ainda persistentes decorrentes da migração para o sistema SAP e da implementação gradual de uma nova plataforma integrada de planejamento.

Na visão dos analistas, a companhia continua enfrentando interrupções na cadeia de abastecimento, além de riscos adicionais ligados à reorganização dos canais de venda e à nova política de preços unificada, o que leva a uma projeção de receita cerca de 2% abaixo do consenso do mercado.

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