Após ameaça de greve, ônibus da Transwolff operam normalmente nesta quarta

21 de Out de 2026 - 06:20
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Após ameaça de greve, ônibus da Transwolff operam normalmente nesta quarta

São Paulo — Os ônibus da Transwolff, que atendem a zona sul de São Paulo, operam normalmente na manhã desta quarta-feira (21/10). Depois de realizarem uma greve na última segundap-feira (19/10), funcionários da empresa ameaçaram uma nova paralisação para esta manhã em protesto a três demissões — que não foi concretizada.As linhas da Transwolff atendem mais de 260 mil passageiros.Na noite dessa terça (20/10), em vídeo divulgado em suas redes sociais, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), classificou como criminosa e de “cunho claramente político” a possibilidade de paralisação.DemissõesOs trabalhadores ameaçaram a nova paralisação após a demissão de três funcionários que teriam encabeçado a manifestação de segunda. O grupo reivindicava o pagamento do INSS e FGTS e a implementação do plano de saúde. A SPTrans diz que as medidas já estão em processo de regularização.“O plano de saúde está em processo licitatório para contratar fornecedor. Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Todos os envolvidos que deixaram de trabalhar durante o ato terão o dia descontado de seus pagamentos”, explicou a gestão municipal em nota ao Metrópoles.O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SINDMOTORISTAS) afirmou que não foi comunicado sobre eventual paralisação dos trabalhadores da Viação Transwolff.Crise da Transwolff por suspeita de envolvimento com o PCCA empresa está sob intervenção da prefeitura desde abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Fim da Linha, que apura a inflitração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade.A gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans, afirma que a greve não atende à legislação que prevê aviso prévio de 72 horas ao público em paralisações no serviço essencial de transporte coletivo público.A SPTrans, que administra e opera as linhas desde a decretação da caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff, diz que está cumprindo com todos os direitos trabalhistas dos empregados e os