Assessor de Putin compartilha imagem de EUA e Rússia enfrentando a Europa “juntos”
Kirill Dmitriev, enviado especial para investimentos e cooperação econômica do ditador da Rússia, Vladimir Putin, compartilhou no X uma imagem de inteligência artificial (IA) na qual seu país e os Estados Unidos enfrentam “juntos” o Reino Unido e a União Europeia.
Na imagem, uma águia sobre a bandeira americana e um urso ao lado do estandarte russo entram em confronto com um leão acompanhado das cores britânicas e a bandeira da União Europeia sobre a Europa continental.
“Juntos”, Dmitriev escreveu acima da imagem, sugerindo uma parceria militar de Moscou e Washington contra Londres e Bruxelas. A postagem original, de um perfil chamado zerohedge, traz a mensagem “as coisas mudaram” junto da arte.
Desde o ano passado, o assessor de Putin tem se encontrado com Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, e o enviado presidencial americano Steve Witkoff para discutir questões relativas à guerra na Ucrânia e relações econômicas.
A arte de IA foi compartilhada por Dmitriev após Trump ter entrado em atrito com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, devido a decisões do republicano que o mandatário do país europeu afirmou que beneficiam a Rússia na guerra contra Kiev.
Print do post no X publicado pelo enviado especial para investimentos e cooperação econômica de Putin
Na sexta-feira (16), por meio de uma ordem executiva, Trump suspendeu a aplicação de uma lei que ele sancionou no mês passado e que previa a imposição de tarifas de até 100% sobre as importações americanas de países que compram combustíveis e outros produtos russos, transações que financiam a guerra contra a Ucrânia.
O presidente americano alegou questões de “interesses nacionais dos Estados Unidos”.
Zelensky criticou a medida, assim como uma decisão do republicano, anunciada no dia 9, de comprar diesel russo.
Nos últimos dias, Trump acusou Zelensky de “destruir” a Ucrânia e disse que um acordo de paz com a Rússia só será possível com a saída dele da presidência do país europeu.
Outros pontos de atrito foram a decisão de Kiev de voltar a bombardear refinarias russas, após um cessar-fogo energético anunciado por Trump que Moscou não respeitou, e a controvérsia sobre uma restrição de velocidade na Ucrânia do Starshield, o serviço de nível militar irmão da rede de satélites de internet Starlink, que, segundo a agência Reuters, foi determinada pela Casa Branca – Trump, porém, negou ter dado a ordem.
Na noite de sábado (17) para domingo (18), a Ucrânia realizou uma grande ofensiva com drones contra a Rússia.
Segundo a emissora CNN, o Ministério da Defesa da Rússia informou que abateu 1.015 drones ucranianos durante a noite, em várias partes do país.
Um dos alvos dessa ofensiva foi o Terminal Petrolífero de São Petersburgo, com capacidade para movimentar até 12,5 milhões de toneladas por ano. A empresa ucraniana Fire Point, fabricante dos drones utilizados no ataque, informou que houve um incêndio nas instalações do terminal devido à investida.