Ato em São Paulo busca consolidar apoio a Flávio na reta final do 2º turno

17 de Out de 2026 - 22:00
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Ato em São Paulo busca consolidar apoio a Flávio na reta final do 2º turno

Com o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro batendo à porta, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aposta em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18), para reforçar a mobilização de apoiadores na reta final da disputa. Batizado de “Bloco da Vitória”, o evento está marcado para as 11h e terá a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), entre outros aliados.

A convocação foi anunciada depois que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram um ato na cidade no domingo anterior (11). Como mostrou a Gazeta do Povo, a campanha do PL busca demonstrar a capacidade de mobilização da direita em meio à sequência de manifestações recentes favoráveis ao petista em diferentes regiões do país.

“Domingo nós temos um compromisso: o compromisso de fazermos o maior ato da Avenida Paulista”, disse Ricardo Nunes ao convocar apoiadores. O prefeito e Tarcísio são os principais articuladores políticos da manifestação em São Paulo.

Durante um encontro com prefeitos e vereadores de todo o estado de São Paulo nesta semana, Flávio pediu que os aliados intensificassem a atuação nas redes sociais e mantivessem o ritmo da campanha. A estratégia prevê o engajamento de lideranças municipais para ampliar o alcance da candidatura entre os eleitores.

Entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), manifestações de apoio a Flávio foram registradas em cidades como Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Itabaiana (SE) e Carpina (PE). Os atos incluíram caminhadas, comícios, encontros de estudantes e motocarreatas.

“A gente pede para que todos vão para as ruas, levem seus filhos, levem suas famílias, levem sua bandeira do Brasil, vistam sua camisa do Bolsonaro com muito orgulho, porque falta pouco para a gente tirar o Brasil do cativeiro do PT”, disse Flávio ao convocar apoiadores para o ato em São Paulo.

Desempenho em São Paulo aumenta relevância e significado do ato na Paulista

Maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem sido um foco constante da campanha de Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno. Por isso, na avaliação da campanha, a manifestação deste domingo é vista como estratégica para manter os apoiadores do candidato do PL mobilizados na reta final da disputa.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula no resultado nacional, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Em São Paulo, o senador recebeu 12,9 milhões de votos, o equivalente a 51,93% dos votos válidos no estado, enquanto Lula obteve cerca de 9,5 milhões, ou 38,20%. Na capital paulista, porém, Lula ficou à frente, com 46,58% dos votos válidos, contra 42,13% de Flávio.

Para a campanha do PL, o desafio no segundo turno é preservar o apoio no interior e ampliar a votação nas áreas urbanas em que o atual presidente obteve resultados melhores. A manifestação na Paulista ocorre nesse contexto. “Não há nada ganho e todos precisamos nos mobilizar em todas as frentes para proteger a verdade”, defendeu Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina e irmão de Flávio.

No cenário nacional, pesquisa de intenções de voto PoderData/Aya divulgada na sexta-feira (16) mostrou Flávio e Lula empatados numericamente: cada um soma 50% dos votos válidos — a margem de erro é de 1,5 ponto percentual. Na pesquisa divulgada em 8 de outubro, pelo mesmo instituto, o senador tinha 53%, ante 47% do presidente.

Na avaliação do historiador e analista político Victor Missiato, professor do Colégio Presbiteriano Mackenzie, o próximo desafio de Flávio Bolsonaro é levar para as ruas os apoios políticos conquistados para este segundo turno. “Se a articulação política representa um avanço na construção de sua candidatura, o passo seguinte é demonstrar que essa rede também possui capacidade de mobilização social”, afirma.

Flávio usou a Paulista para demonstrar força antes do primeiro turno

Antes do primeiro turno, Flávio Bolsonaro já havia reunido apoiadores na Avenida Paulista, durante o feriado de 7 de Setembro. A manifestação foi apresentada como uma demonstração de força política em São Paulo e contou com a participação de aliados da direita.

À época, a estratégia da campanha para mobilizar os apoiadores teve como pano de fundo a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, Flávio afirmou que o magistrado era uma “laranja podre”, prometeu retirá-lo do cargo caso seja eleito e afirmou que seu objetivo é “não permitir que Lula indique mais quatro Moraes”.

“Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes. Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes, a magistratura não é Alexandre de Moraes”, disse Flávio na ocasião.

Metodologia das pesquisas citadas