Brasil tem média de 16 acidentes de helicóptero por ano; veja números

23 de Set de 2026 - 09:30
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Brasil tem média de 16 acidentes de helicóptero por ano; veja números

O Brasil tem uma média de 16 acidentes com helicópteros por ano, de acordo com dados do Painel SIPAER (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira). O mais recente ocorreu com uma aeronave que transportava o cantor Rick e mais quatro pessoas, que teve seus destroços encontrados nesta terça-feira (22), em Santa Catarina.

Os números do painel, vinculado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), mostram que desde 2016 foram registrados ao todo 182 ocorrências acidentais com esse tipo de aeronave. Os anos de 2018 e 2024 tiveram o maior número de casos, com 21 cada.

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Quando olhado o número total dos acidentes, 53 tiveram vítimas fatais, com 124 óbitos registrados desde 2016.

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São Paulo teve o maior número de ocorrências nos últimos 10 anos, 33 no total. Seguido de Minas Gerais, com 28; Rio de Janeiro, com 22; e Paraná, com 20. Um acidente não teve unidade da federação registrada pelo sistema. Rondônia e Sergipe foram os estados que não tiveram notificações na última década.

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As cidades com mais acidentes foram Rio de Janeiro, com 15, e São Paulo, com 9. Alto Alegre (SP), Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Contagem (MG) e Pará de Minas (MG) tiveram três ocorrências cada.

Em relação ao tipo de ocorrência, desde 2016, 57 registros foram por perda de controle em voo; 25 por falha ou mau funcionamento do motor; e 21 por colisão por obstáculo durante a decolagem.

Ao todo, 50 acidentes ocorreram durante a fase de cruzeiro: 40 durante o pouso; 20 na decolagem; e 16 na aproximação final.

O modelo Robinson R44 foi o que teve mais registros de acidentes no período, 63. Seguido do Eurocopter AS-350, com 41. Veja os cinco modelos com mais registros:

  1. Robinson R44: 63
  2. Eurocopter AS-350: 41
  3. Robinson R22: 17
  4. Bell 206: 14
  5. Robinson R66: 8

Acidente em Santa Catarina

Os corpos das cinco vítimas da queda do helicóptero que estava desaparecido em Santa Catarina foram resgatados na tarde da terça-feira (22) e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) na manhã desta quarta (23).

Entre os mortos estão o cantor sertanejo Rick Sollo, da dupla com Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira.

A despedida do cantor ocorrerá nesta quinta-feira (24), na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo. À CNN Brasil, a assessoria do artista disse que a cerimônia será fechada à família.

Familiares de Bruno Avelar informaram que o velório do empresário deve ocorrer também na quinta-feira, em Belo Horizonte. O velório do videomaker Paulo Soares deve ocorrer nesta quarta em Jandira, no interior paulista.

Ainda não há informações sobre o sepultamento dos outros mortos.

A operação de busca dos Bombeiros, que durou durante toda a madrugada, contou com a aeronave Arcanjo 03, que encontrou os destroços, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães de busca e resgate, mais de 10 viaturas, e drones com capacidade de identificação térmica.

As buscas pela aeronave e pelos desaparecidos começaram por volta das 17h da segunda-feira (21).

Veja imagens:

O helicóptero, que desapareceu na tarde de segunda, teria decolado de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino a São Joaquim. O modelo é um Bell 430, fabricado em 2001 pela empresa americana Bell Helicopter. A aeronave opera no Brasil sob a matrícula PP-MGR e é certificada para “transporte”.

Em entrevista ao Bastidores CNN, Heloísa Batista, tenente-coronel do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, afirmou que o helicóptero “era muito moderno, mas não emitiu nenhum sinal”.

Segundo a tenente-coronel, a aeronave não emitiu qualquer alerta que indicasse uma possível ocorrência durante o voo. Por se tratar de um modelo moderno, havia a expectativa de que os ocupantes pudessem ter realizado um pouso forçado.

Heloísa Batista ainda afirmou que o helicóptero não explodiu. “Não houve explosão, não tivemos fumaça, não tivemos fogo”, disse Batista.

O acidente segue sob investigação da FAB e da Polícia Civil de Santa Catarina.

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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo