Cadu de Lula é eleito governador do Rio Grande do Norte no 2º turno
Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte no segundo turno das Ele venceu Allyson (União Brasil) e manterá o PT no poder estadual por mais quatro anos, sucedendo assim Fátima Bezerra (PT), governadora potiguar desde 2019, ao lado da vice Larissa Rosado (PSB).
Na votação deste domingo (25), com 98,76% das seções eleitorais totalizadas, Cadu de Lula teve 50,71% dos votos válidos (1.059.700 votos), enquanto Allyson registrou 49,29% (1.030.215 votos).
Carlos Eduardo Xavier, que adotou Cadu de Lula como nome de urna, tem 48 anos e se elegeu na primeira vez em que concorreu a um cargo público. Servidor de carreira na área de auditoria fiscal, ele foi nomeado secretário de Tributação no primeiro mandato de Fátima Bezerra e depois passou para o cargo de secretário da Fazenda. Em março deste ano deixou a pasta para disputar as eleições.
Cadu teve apoio de Lula e Allyson ignorou Flávio Bolsonaro no 2º turno
Allyson e Cadu de Lula passaram para o segundo turno com votações muito próximas. A diferença a favor do candidato do União Brasil foi de apenas 15.509 votos, o que indicava que a disputa na segunda parte seria bastante acirrada e decidida voto a voto.
A estratégia dos dois, porém, foi diferente, especialmente em relação a apoios dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Cadu de Lula contou com a popularidade do presidente para buscar o máximo possível de votos — o petista ficou com 59,75% dos votos válidos no Rio Grande do Norte.
A capital Natal, inclusive, foi um dos primeiros destinos de Lula no segundo turno. "O companheiro Cadu é uma promessa extraordinária, e eu posso dizer para vocês que toda vez que eu falo no Cadu, eu lembro do Rafael. O Cadu pode repetir aqui no Rio Grande do Norte a história do Rafael no Piauí”, falou o petista em referência ao governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), reeleito com 70,90% dos votos válidos.
Por outro lado, Allyson decidiu manter a neutralidade também no segundo turno e rechaçou o apoio do PL, cujo candidato Álvaro Dias (PL) amealhou 26,71% dos votos no primeiro turno. Isso mesmo após seu partido, o União Brasil, ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro.
"Eu tenho respeito com aquele cidadão que votou em mim. Quem votou em mim sabia da minha posição. A minha posição é a mesma. É de respeito ao cidadão que está se decidindo a apoiar um ou outro candidato, como foi no primeiro turno, e agora também será no segundo turno", justificou Allyson.
Allyson e Cadu de Lula se ancoraram em gestões em prefeitura e governo do estado
A campanha de Allyson teve como principal pilar a gestão dele na prefeitura de Mossoró, buscando associar diretamente sua capacidade administrativa ao pleito. Adotando uma postura de independência em relação ao cenário nacional, ele declarou em agosto que não apoiaria nem Lula nem Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Para ele, os resultados práticos de sua administração deveriam ser o fator decisivo para o eleitor. No primeiro turno, inclusive, o principal alvo dele não foi Cadu de Lula, e sim Álvaro Dias (PL), buscando o eleitor de direita para avançar ao segundo turno.
A campanha dele usou ataques contra o então candidato do PL, resgatando declarações antigas dele elogiando programas sociais do PT e do presidente Lula. Em sua estreia em uma eleição majoritária, o ex-secretário de Fazenda Cadu Xavier estruturou a candidatura ancorado no forte endosso do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra.
Uma de suas primeiras vitórias foi na Justiça Eleitoral, que autorizou o uso do nome de urna “Cadu de Lula” por entender que o termo refletia um alinhamento político, e não laço familiar. A campanha dele fez questão de posicioná-lo como o representante da continuidade da gestão petista.
Esse vínculo fez com que a saúde financeira do estado se tornasse um dos temas mais repetidos, com Allyson responsabilizando Cadu pelos desafios fiscais, enquanto a base governista atuava em sua defesa.