Celina é reeleita governadora do DF e Aziz vence no Amazonas; quem são os governadores eleitos no 2º turno

25 de Out de 2026 - 20:50
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Celina é reeleita governadora do DF e Aziz vence no Amazonas; quem são os governadores eleitos no 2º turno

Neste domingo (25/10), eleitores de cinco Estados e do Distrito Federal elegeram seus governadores no segundo turno das eleições.

O primeiro resultado confirmado foi o do DF, com Celina Leão (PP) reeleita governadora. Mailza Assis (PP) também se reeleegeu governadora do Acred.

Com o resultado, elas se somaram a Raquel Lyra (PSD), eleita no primeiro turno em Pernambuco, como as únicas mulheres eleitas governadoras neste ano.

Nos outros 21 Estados, a eleição foi decidida já no primeiro turno.

Os governadores eleitos no 2º turno

  • Acre - Mailza Assis (PP)

Após terminar o primeiro turno com 49% dos votos, Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora do Acre. Ela conseguiu 66% dos votos na disputa contra Alan Rick (Republicanos). Assis é a atual governadora do Acre, assumindo com a saída de Gladson Cameli (PP). Foi senadora entre 2019 e 2023.

  • Amazonas - Omar Aziz (PSD)

Omar Aziz (PSD) voltará a governar o Amazonas depois de deixar o cargo em 2014.

Senador pelo Amazonas desde 2015, Aziz teve 60% dos votos, na disputa contra a professora Maria do Carmo (PL).

  • Distrito Federal - Celina Leão (PP)

Governadora do Distrito Federal desde março de 2026, quando assumiu definitivamente o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), Celina Leão seguirá no cargo. Ela venceu Leandro Grassi (PT) por 57% a 43%

  • Tocantins - Vicentinho Júnior (PSDB)

Vicentinho Júnior, deputado federal pelo Tocantins desde 2015, foi eleito governador com 64% dos votos. Ele venceu a disputa contra a Professora Dorinha (União), que havia terminado o 1º turno na frente.

Quais governadores foram eleitos no 1º turno

  • Alagoas - JHC (PSDB)

Com 52% dos votos, o ex-prefeito de Maceió (2021-2026) João Henrique Caldas (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. Antes de comandar a capital, foi deputado estadual e deputado federal.

  • Amapá - Dr Furlan (PSD)

Com 62% dos votos, o ex-prefeito de Macapá foi eleito governador do Amapá. Ele renunciou à prefeitura em março de 2026, um dia depois de ser afastado do cargo em uma investigação sobre suspeitas de fraude em licitação nas obras de um hospital. Ele nega irregularidades.

O TRE-AP (Tribunal Regional Eleitoral do Amapá) aprovou o registro de sua candidatura, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 24 de setembro, o relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento do registro. Um pedido de vista do ministro André Mendonça suspendeu o julgamento, que ainda não foi concluído. Por isso, o resultado no Amapá também depende de uma decisão do TSE.

  • Bahia - Jerônimo Rodrigues (PT)

Governador da Bahia desde 2023, foi reeleito com 55% dos votos. Antes de ser governador, foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação nos governos de Rui Costa (PT).

  • Ceará - Elmano de Freitas (PT)

Governador do Ceará desde 2023, foi reeleito com 52,8% dos votos. Antes de ser governador, foi deputado estadual por dois mandatos e secretário municipal da Educação de Fortaleza.

  • Goiás - Daniel Vilela (MDB)

Governador de Goiás desde março de 2026, após a saída de Ronaldo Caiado (PSD), Vilela foi eleito com quase 59% dos votos. Já havia disputado o governo de Goiás em 2018. Antes, foi vice-governador, deputado federal, deputado estadual e vereador de Goiânia. É filho de Maguito Vilela, ex-governador e ex-senador por Goiás.

  • Maranhão - Eduardo Braide (PSD)

Ex-prefeito de São Luís, foi eleito governador com 54% dos votos. Foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Deixou a prefeitura em março de 2026 para disputar o governo do Maranhão.

  • Mato Grosso - Otaviano Pivetta (Republicanos)

Pivetta é governador de Mato Grosso desde março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes (União Brasil), de quem foi vice. Antes, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e deputado estadual. Foi eleito com mais de 60% dos votos

  • Mato Grosso do Sul (MS) - Eduardo Riedel (PP)

Governador de Mato Grosso do Sul desde 2023, Riedel foi reeleito com mais de 67% dos votos. Antes de ser governador, ele foi secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica e, depois, de Infraestrutura no governo Reinaldo Azambuja. Foi eleito governador em 2022, em sua primeira disputa por um cargo eletivo.

  • Minas Gerais - Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Senador por Minas Gerais desde 2023, foi eleito com 55% dos votos.. Antes, foi deputado estadual e vereador de Divinópolis. É irmão de Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, e de Eduardo Azevedo, deputado estadual.

  • Pará - Dr Daniel (Podemos)

Com 51% dos votos, o ex-prefeito de Ananindeua, cidade da Grande Belém, foi eleito governador do Pará. Antes de ser prefeito, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará.

  • Paraná - Sérgio Moro (PL)

Senador pelo Paraná desde 2023, o ex-juiz federal foi eleito governador com 50,1% dos votos. Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro. Como juiz, foi responsável em primeira instância pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba e deixou a magistratura em 2018 para integrar o governo Bolsonaro.

  • Paraíba (PB) - Lucas Ribeiro (PP)

O atual governador foi reeleito governador na Paraíba. Ribeiro foi eleito vice-governador em 2022 e assumiu o governo em abril de 2026, com a renúncia de João Azevêdo (PSB). Antes, foi vereador de Campina Grande, principal cidade do interior paraibano, entre 2017 e 2020, e vice-prefeito, entre 2021 e 2022. É filho da senadora Daniella Ribeiro (PP) e neto de Enivaldo Ribeiro, ex-prefeito de Campina Grande.

  • Pernambuco - Raquel Lyra (PSD)

Governadora de Pernambuco desde 2023, foi reeleita com 53% dos votos. Foi a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco - e agora a primeira reeleita. Antes, foi prefeita de Caruaru por dois mandatos e deputada estadual por dois mandatos.

  • Piauí - Rafael Fonteles (PT)

. Antes de ser governador, foi secretário estadual da Fazenda entre 2015 e 2022. É filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles (PT).

  • Rio de Janeiro - Douglas Ruas (PL)

Seis dias depois do primeiro turno, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro confirmou a vitória do candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas, depois que uma reviravolta tornou nulos os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).

Com todas as urnas apuradas, Ruas, que é presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), teve 4.271.199 votos, o que, no domingo da votação, representava 49,27% dos votos válidos. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos (42,76%).

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, conta que exclui os votos brancos e nulos.

A disputa, que nesse cenário se encaminhava para o segundo turno, sofreu uma reviravolta depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, em 8 de outubro, a anulação dos votos do ex-governador Anthony Garotinho, que recebeu 274.411 votos (3,17%).

Em 11 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia negado por unanimidade o registro de sua candidatura. Para o tribunal, ele cumpre uma suspensão de direitos políticos de oito anos, resultado de uma condenação definitiva por improbidade administrativa ligada ao desvio de recursos da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006.

A defesa havia recorreu ao TSE com o argumento de que o prazo de suspensão terminou em julho de 2026. Como o recurso estava pendente, a lei permitiu que ele continuasse em campanha e que seu nome aparecesse na urna.

Um dia depois do primeiro turno, contudo, a defesa de Garotinho pediu desistência do recurso e abriu caminho para a eleição de Ruas.

Com seus votos excluídos da conta, o total de votos válidos diminuiu e o percentual de Ruas subiu para 50,88%, o suficiente para que ele fosse eleito em primeiro turno.

Paes chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do TSE que anulou os votos de Garotinho, mas o recurso foi negado na quinta-feira (8/10). No mesmo dia, o ex-prefeito do Rio reconheceu a derrota e disse que respeitaria as decisões da Justiça.

  • Rio Grande do Sul - Zucco (PL)

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul com quase 58% dos votos. Deputado federal pelo Rio Grande do Sul desde 2023 e ex-deputado estadual, cargo que exerceu entre 2019 e 2023. Tenente-coronel da reserva do Exército, deixou a carreira militar em 2019 e foi líder da oposição na Câmara dos Deputados em 2025.

  • Rondônia (RO) - Marcos Rogério (PL)

Senador por Rondônia desde 2019 e ex-deputado federal por dois mandatos, Marcos Rogério (PL) é o novo governador de Rondônia. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, foi vereador de Ji-Paraná. Trabalhou como radialista e jornalista antes de entrar na política.

  • Roraima (RR) - Arthur Henrique (PL)

Ex-prefeito de Boa Vista, eleito em 2020 e reeleito em 2024, Arthur Henrique é o governador de Roraima. Renunciou à prefeitura da capital do Estado em abril de 2026. Foi o mais votado na eleição suplementar para governador, em junho, mas não foi proclamado eleito porque seu registro havia sido indeferido pelo TRE-RR (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima), e os votos ficaram sob análise judicial.

  • Santa Catarina - Jorginho Mello (PL)

Governador de Santa Catarina desde 2023, Jorginho foi reeleito com mais de 68% dos votos. Foi senador de 2019 a 2022. Antes, foi deputado federal por dois mandatos e deputado estadual por quatro mandatos, tendo presidido a Assembleia Legislativa. Também foi vereador de Herval d'Oeste no início da carreira política.

  • São Paulo - Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Governador de São Paulo desde 2023, foi reeleito com quase 63% dos votos. Foi ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Antes, foi diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e secretário do Programa de Parcerias de Investimentos no governo Michel Temer.

  • Sergipe - Fábio Mitidieri (PSD)

Governador de Sergipe desde 2023, foi reeleito com quase 60% dos votos. Foi deputado federal por dois mandatos. Antes, foi vereador de Aracaju, secretário municipal de Esporte e Lazer e secretário estadual do Trabalho. É filho de Luiz Mitidieri, ex-deputado estadual por Sergipe.