China impõe sanções contra membros dos governos do Paraguai e Belize por relações com Taiwan

14 de Out de 2026 - 09:20
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China impõe sanções contra membros dos governos do Paraguai e Belize por relações com Taiwan

O regime comunista da China impôs nesta semana sanções a ministros do Paraguai e de Belize devido aos laços desses dois países com Taiwan.

Segundo informações das agências France-Presse (AFP) e Reuters, as medidas, que visam o ministro das Comunicações do Paraguai, Gustavo Villate, e o ministro das Relações Exteriores de Belize, Francis Fonseca, incluem o congelamento dos seus ativos na China, veto à entrada em Hong Kong e Macau e a proibição de organizações e indivíduos chineses de realizar transações financeiras, cooperação ou outras atividades com os visados.

O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que “certos políticos antichineses” agiram “movidos por interesses próprios” e “adotaram uma série de ações e declarações graves” que “prejudicam os interesses fundamentais da China”.

Paraguai e Belize integram o grupo de 12 países que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, uma ilha que a China considera uma província “rebelde” e pretende incorporar.

Em nota no X, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai rejeitou a aplicação das sanções.

“O governo do Paraguai rejeita as sanções impostas pela China Popular ao ministro das Comunicações, Gustavo Villate, que geram atritos desnecessários com o nosso país. O Paraguai reafirma, mais uma vez, seu firme apoio à República da China (Taiwan) e seu compromisso com os valores e princípios democráticos”, informou a chancelaria do governo Santiago Peña.

Segundo o jornal Taipei Times, o Ministério das Relações Exteriores de Belize afirmou em comunicado que “medidas dirigidas a um indivíduo pelo exercício das funções legais de seu cargo são injustificadas, e nós as rejeitamos”.

“Todo Estado tem o direito de conduzir sua política externa livre de pressões externas”, acrescentou o comunicado.

Os Estados Unidos também criticaram as sanções anunciadas por Pequim. “A administração Trump opõe-se à coerção e à agressão por parte da China contra países do nosso hemisfério pelo exercício de seus direitos soberanos”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.

“Apoiamos nossos amigos e parceiros, incluindo Taiwan, para promover nossa prosperidade, segurança e valores compartilhados”, acrescentou.