Comandantes de guerrilha são condenados na Colômbia por recrutamento de crianças
A Justiça da Colômbia condenou nesta segunda-feira (28) à revelia 11 comandantes do grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) pelo recrutamento de 60 crianças e adolescentes entre oito e 17 anos de idade para as fileiras da organização entre 2004 e 2018.
Segundo informações da agência Associated Press, as penas impostas aos líderes guerrilheiros variam de 11 a 20 anos de prisão. Durante o julgamento, o Ministério Público afirmou que algumas das meninas recrutadas sofreram abuso sexual.
Os condenados estão soltos – um deles, Israel Ramírez Pineda, conhecido pelo codinome Pablo Beltrán, mora atualmente em Cuba e liderou uma delegação que participou de negociações de paz com o governo da Colômbia, durante a presidência do esquerdista Gustavo Petro (2022-2026).
No ano passado, Petro suspendeu as conversas com o ELN depois de uma série de ataques violentos atribuídos à guerrilha na região de Catatumbo, que deixaram cerca de 80 mortos.
Após assumir a presidência colombiana, em agosto, o direitista Abelardo de la Espriella cumpriu uma promessa de campanha e anunciou o fim de todas as negociações com grupos guerrilheiros colombianos.
O ELN foi classificado como organização terrorista pelos governos da Colômbia, dos Estados Unidos, do Canadá e da Nova Zelândia e pela União Europeia.