Skydio anuncia drone F10 Lightrunner, estação robótica MegaDock e software autônomo

28 de Set de 2026 - 15:30
 0  0
Skydio anuncia drone F10 Lightrunner, estação robótica MegaDock e software autônomo

O F10 Lightrunner, primeiro drone de asa fixa da Skydio, foi anunciado pela empresa americana junto com a MegaDock, estação robótica de onde ele decola e pousa sozinho. O avião chega a 161 km/h e cobre um raio de 48 km a partir de um único ponto.

Apresentado em 24 de setembro, no Ascend 2026, evento da marca em Summerlin, em Nevada, o avião veio com dois softwares de operação automática. Entregas aos clientes começam em 2027, sem preço divulgado.

Ficha técnica do drone Skydio F10 Lightrunner

ItemF10 Lightrunner
Velocidade máxima100 mph, cerca de 161 km/h
Raio de alcance30 milhas, cerca de 48 km
Área coberta por base2.800 milhas quadradas, cerca de 7.250 km²
AutonomiaAté 120 minutos
Tempo até decolar20 segundos, direto do dock
CâmeraSideEye, deslocada para fora do plano do rotor
Decolagem e pousoRobóticos, com braço de sucção
EntregasA partir de 2027

Deslocar a câmera do centro resolve um problema clássico da asa fixa, porque em curva a própria asa costuma tapar a imagem. Com o SideEye, o alvo continua enquadrado durante a manobra inteira.

Render do F10 Lightrunner visto de cima. Foto: Divulgação/Skydio
O F10 em voo baixo sobre uma estrada rural. Foto: Divulgação/Skydio

“É o drone de asa fixa mais avançado que já existiu.” Adam Bry, CEO da Skydio

Como o MegaDock mantém três aviões no ar

Decolar e pousar um avião exige pista ou equipe em solo, mas o F10 dispensa ambos. No lugar, a Skydio colocou um braço robótico com ventosa, que prende o F10 pela fuselagem, solta na decolagem e o apanha de volta no pouso.

Por dentro do MegaDock, o braço robótico segura o F10 na decolagem e no pouso. Foto: Divulgação/Skydio

Cada MegaDock guarda até cinco aeronaves. A conta da empresa é manter três no ar enquanto duas carregam, e, quando a bateria de um F10 acaba depois de duas horas, a estação lança outro para assumir a mesma órbita antes de recolher o primeiro.

Dois F10 em órbita sobre a mesma área, no esquema de revezamento automático. Foto: Divulgação/Skydio

Com esse revezamento, a vigilância sobre uma área não precisa ser interrompida, e a operação pode rodar 24 horas sem ninguém trocando bateria. A estação protege os aviões da chuva e do vento entre um voo e outro.

Um MegaDock instalado ao lado de um oleoduto, em área remota. Foto: Divulgação/Skydio

O que o software faz sozinho

O operador clica num destino ou num alvo, e o Foresight decide o caminho. É a camada de autonomia da Skydio adaptada ao voo de asa fixa, que junta dados da aeronave, do tempo e de obstáculos para corrigir a rota em tempo real.

Detalhe do bico do F10 Lightrunner. Foto: Divulgação/Skydio
RecursoO que faz
PathfinderTraça a rota mais rápida desviando de prédios e de áreas restritas, e segue mesmo se a conexão cair
ShadowAcompanha um alvo em movimento e o reencontra depois de perdê-lo de vista
SAASMantém o voo dentro das regras e evita colisão com outras aeronaves
Asset CommandPuxa dados de inventário e automatiza inspeções de infraestrutura
Security CommandDispara drones com vídeo ao vivo para equipes de segurança
O Pathfinder acompanha o relevo e ajusta a altitude durante o voo. Foto: Divulgação/Skydio
Com o Shadow, o drone acompanha sozinho um carro na rodovia. Foto: Divulgação/Skydio

Entre os primeiros parceiros do Asset Command estão AEP, Chevron, Dominion Energy e Southern Company, todos do setor de energia. Ele e o Security Command entram em disponibilidade geral no começo de 2027.

Inspeção de subestação, um dos usos previstos para o Asset Command. Foto: Divulgação/Skydio

Na mesma apresentação saiu o Controller 2, um controle com tela de 7 polegadas legível sob sol e 5,5 horas de bateria, além de atualizações de câmera para imagem térmica, no inverno do hemisfério norte, e para pouca luz, na primavera de 2027.

O operador acompanha o voo e o vídeo ao vivo pela central de controle. Foto: Divulgação/Skydio

Leia também:

Por que a Skydio aposta nisso agora?

O F10 não é para o consumidor, e sim para polícia, empresas de energia, segurança patrimonial e defesa.

A aposta da Skydio nesse mercado ganhou fôlego depois que a FCC barrou, em dezembro de 2025, a importação de drones e peças feitos fora dos Estados Unidos, medida que atinge a DJI, líder absoluta do setor.

O MegaDock aberto, com espaço para até cinco aeronaves. Foto: Divulgação/Skydio
A linha da Skydio, com o F10, os drones da série X10 e as estações de pouso. Foto: Divulgação/Skydio

Modelos da DJI já vendidos seguem liberados por lá, só que, com os novos barrados na importação, quem compra frota nos Estados Unidos tem cada vez menos opção fora dos fabricantes locais.

No Brasil, a Skydio ainda não vende seus drones, e a empresa não citou planos para o F10 fora do mercado americano. Em sua opinião, a polícia brasileira deveria apostar em drones autônomos como o F10? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte(s): Skydio, Skydio, página do F10 e DroneDJ