Como foi o desempenho dos 10 candidatos mais ricos do Brasil nas eleições 2026

7 de Out de 2026 - 12:50
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Como foi o desempenho dos 10 candidatos mais ricos do Brasil nas eleições 2026

O grupo dos dez candidatos com os maiores patrimônios declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teve destinos distintos nas urnas nas eleições 2026. A seleção reúne desde eleitos e suplentes de chapas vitoriosas até nomes rechaçados pelo eleitorado e um postulante que renunciou antes do pleito

Com patrimônios entre R$ 281 milhões e R$ 677,7 milhões, os dez candidatos somam R$ 4,7 bilhões em bens.

Confira a lista com o resultado das eleições para os candidatos com os 10 maiores patrimônios:

  • Luiz Osvaldo Pastore — R$ 677,7 milhões — 1º suplente

O candidato mais rico da lista não disputou diretamente uma vaga. Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO) é primeiro suplente de Eduardo Gomes (PL), eleito ao Senado pelo Tocantins com 450.191 votos.

Empresário dos setores de metalurgia, importação e administração de imóveis, Pastore declarou R$ 677,7 milhões em patrimônio. A maior parte está em participações societárias. Ele também informou R$ 12,9 milhões em objetos, móveis, quadros e obras de arte.

  • Antídio Lunelli — R$ 613,2 milhões — não foi eleito

Antídio Lunelli (MDB-SC) foi o sexto candidato mais votado na disputa pelo Senado em Santa Catarina. Ele recebeu 482.413 votos, mas não conquistou uma das duas vagas. Ex-prefeito de Jaraguá do Sul e deputado estadual, Lunelli declarou R$ 613,2 milhões em bens. Empresário do setor têxtil, tem boa parte do patrimônio vinculada à participação no Grupo Lunelli.

  • Otaviano Pivetta — R$ 575,7 milhões — reeleito governador

Otaviano Pivetta (Republicanos-MT) teve um dos principais resultados eleitorais entre os dez mais ricos. Ele foi reeleito governador de Mato Grosso com 1.128.099 votos. Pivetta declarou patrimônio de R$ 575,7 milhões, formado principalmente por aplicações financeiras e participações em empresas ligadas aos negócios agropecuários.

  • Fê — R$ 501,1 milhões — não foi eleito

Fernando Irineu de Souza, conhecido como Fê (PDT-SP), teve o resultado mais baixo entre os candidatos da lista. Candidato a deputado estadual em São Paulo, recebeu apenas 51 votos e não foi eleito. Fê declarou patrimônio de R$ 501,1 milhões. Entre os bens informados ao TSE, R$ 500 milhões correspondem à propriedade de "10% de community token a ser lançado em breve do jornal Super Herói News".

  • Leonardo Avalanche — R$ 495,2 milhões — desistiu

Leonardo Avalanche (PRTB-SP) não chegou à votação. Ele iniciou a campanha como candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal. Após o TSE indeferir a candidatura de Marçal por inelegibilidade, Avalanche assumiu a candidatura presidencial do PRTB em 14 de setembro, mas renunciou em 30 de setembro. Avalanche declarou R$ 495,2 milhões em patrimônio, sendo R$ 497,1 milhões registrados como investimentos em criptomoedas. Também informou R$ 2,2 milhões em obras de arte.

  • Professor Picler — R$ 478,7 milhões — 1º suplente

Wilson Picler, o Professor Picler (PL-PR), também não disputou diretamente a vaga ao Senado. Ele é o primeiro suplente de Deltan Dallagnol (Novo), eleito com 2.904.594 votos. Empresário do setor educacional, Picler declarou R$ 478,7 milhões, concentrados principalmente em participações societárias em universidades particulares e empresas do setor.

  • Odílio Balbinotti — R$ 359,7 milhões — 1º suplente

Odílio Balbinotti Filho (PL-MT) é o primeiro suplente de José Medeiros (PL), eleito senador pelo Mato Grosso com 977.777 votos. Balbinotti declarou patrimônio de R$ 359,7 milhões. Mais da metade desse valor está na participação no Grupo Atto, empresa da qual é presidente.

  • Vittorio Medioli — R$ 356,8 milhões — eleito deputado estadual

Vittorio Medioli (PL-MG) terminou a eleição entre os candidatos ricos que conseguiram um mandato próprio. Ex-prefeito de Betim e ex-deputado federal, foi eleito deputado estadual em Minas Gerais com 77.931 votos. Medioli declarou R$ 356,8 milhões em patrimônio, distribuídos principalmente entre participações societárias e aplicações financeiras.

  • Misael Varella — R$ 315,2 milhões — não foi eleito

Misael Varella (PSD-MG) não conseguiu chegar ao Senado. Ele foi primeiro suplente de Carlos Viana (PSD), que recebeu 3.583.487 votos e ficou em terceiro lugar na disputa pelo Senado em Minas Gerais. Varella declarou patrimônio de R$ 315,2 milhões. Entre os bens estão fazendas, imóveis, investimentos bancários e participações societárias. Uma das propriedades rurais foi avaliada em R$ 28,7 milhões.

  • Dudu Potencial — R$ 281 milhões — não foi eleito

Carlos Eduardo Hammerschmidt, o Dudu Potencial (Republicanos-PR), encerra a lista dos dez candidatos mais ricos, com R$ 281 milhões declarados. Ele foi primeiro suplente de Alexandre Curi (Republicanos) na disputa pelo Senado no Paraná. Curi terminou em terceiro lugar, com 1.947.135 votos, e não conquistou uma das duas vagas. Empresário do setor de distribuição de combustíveis e biocombustíveis, Dudu Potencial declarou patrimônio distribuído entre aplicações financeiras e cotas em empresas.