Durigan diz não entender otimismo do mercado após 1º turno com Flávio à frente

7 de Out de 2026 - 14:10
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Durigan diz não entender otimismo do mercado após 1º turno com Flávio à frente

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse não entender os sinais positivos do mercado após o primeiro turno terminar com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT). O ministro chamou o otimismo de "euforia". Além disso, afirmou que a equipe econômica de Flávio tem vendido "pastel de vento", sem demonstrar caminhos para chegar aos resultados prometidos.

"Acho que comprar ilusão, como já compramos no passado, é um erro. [...] Quando você compara coisas concretas, o que foi o governo anterior e o atual governo Lula, é difícil que o anterior ganhe em alguma coisa, em especial na política fiscal", pontuou.

Como exemplo do que chama de “ilusão”, Durigan cita a promessa de superávit primário de 1,5% do PIB. O atual governo tem uma meta mais modesta para o fechamento do ano: 0,25%. Até agosto, porém, o Governo Central acumulava déficit de R$ 94,9 bilhões. Em 12 meses, o resultado negativo era equivalente a 0,53% do PIB.

Para Durigan, Flávio estaria praticando "populismo fiscal" ao prometer cortes no orçamento ao mesmo tempo em que garante o aumento do salário mínimo acima da inflação e a vinculação de benefícios sociais ao salário mínimo.

Dólar caiu e Ibovespa subiu no dia seguinte ao primeiro turno

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em alta de quase 8% na segunda-feira (5), dia seguinte ao primeiro turno. Já o dólar comercial chegou a deixar o patamar de R$ 5 ao longo do dia e terminou em queda de 4,12%.

No exterior, também houve sinais favoráveis, sobretudo nos Estados Unidos. O EWZ, principal ETF brasileiro negociado naquele país, subiu 12,54%. Ações de bancos brasileiros na bolsa americana, como Itaú, Bradesco e Santander, também viram valorização, bem como a Vale, Petrobras e Ambev.

Após a repercussão, a CNN Brasil chegou a divulgar que a campanha petista discutia um plano para animar o mercado: anunciar o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), como futuro ministro da Fazenda. Em entrevista ao mesmo veículo, porém, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, negou que a possibilidade esteja na mesa.