Esforço público-privado para vacinas contra o câncer valoriza biotechs nos EUA

As ações de companhias de biotecnologia estão passando por um rally de alta deste a semana passada, quando o jornal The New York Times revelou um esforço nacional público-privado acelerar as descobertas no campo das vacinas contra o câncer.
A inciativa, comandada pelo National Cancer Institute (NCI), o National Institutes of Health (NIH), pesquisadores, empresas farmacêuticas e de biotecnologia, grupos de defesa, filantropias e pacientes. “Podemos fazer coisas que de outra forma não seriam feitas”, disse ao jornal o Dr. Anthony Letai, diretor do NCI.
A ideia geral é realizar esforços conjuntos como foi feito na criação das vacinas durante a pandemia de Covid-19, essenciais para rápido desenvolvimento das vacinas contra o coronavírus.
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Letai disse ao NYT que o programa de vacinas deve começar em dezembro, primeiro com foco no câncer de pâncreas, fígado e colorretal, além de um subconjunto de tumores pediátricos.
As vacinas são tratamentos exclusivos para cada paciente, pois estimulam o sistema imunológico a atacar o câncer específico da pessoa. As injeções ensinam as células T do sistema imunológico a mirar proteínas anormais encontradas no tumor de um paciente e em nenhum outro lugar.
Um relatório técnico não publicado, compartilhado exclusivamente com o The New York Times afirma que o que antes era amplamente teórico há uma década agora é possível.
Resultados iniciais de estudos com vacinas para melanoma, câncer de pâncreas, carcinoma de células renais e até mesmo glioblastoma — o câncer cerebral que até agora resistiu a todas as formas de tratamento — são “incrivelmente encorajadores”, disse ao jornal Karen Knudsen, CEO do Parker Institute.
Até agora, apenas um estudo de vacina foi grande o suficiente para mostrar resultados definitivos. Ele envolveu 1.137 pessoas com melanoma avançado. A Merck e a Moderna, que conduziram o estudo, relataram em agosto que a vacina aumentou o tempo antes da recorrência dos cânceres e aumentou o tempo antes de sua disseminação. As empresas planejam divulgar o conjunto completo de dados ainda este mês.
O entusiasmo pelas vacinas está em alta – e pelas ações dessa companhias também. Os papéis da Moderna, Novavax e Iovance subiram na sexta-feira, em movimento atribuído à divulgação da iniciativa pelo New York Times.
As ações da Moderna subiram 14% apenas na sexta-feira. A empresa divulgou neste ano resultados promissores de uma terapia personalizada do câncer baseada em mRNA, em parceria com a Merck. No fechamento da semana passada, as ações da Novavax dispararam 15,8%, apesar da empresa ainda não ter desenvolvido nenhuma vacina contra o câncer.
O entusiasmo com a Moderna tem sido o mais constante. O papéis da empresa de biotecnologia já subiram mais de 637% desde o ano passado, enquanto os da Iovance Biotherapeutics avançaram 439% e os da Novanax tiveram alta de 91% em 12 meses. (Com informações do The New York Times)
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