"Eu odeio isso tanto": fãs de Resident Evil debatem o final divisivo do filme de Zach Cregger

23 de Set de 2026 - 12:50
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"Eu odeio isso tanto": fãs de Resident Evil debatem o final divisivo do filme de Zach Cregger

O final do , de Zach Cregger, tem dividido opiniões, e os fãs divergem sobre se foi ou não uma conclusão "boa" para a história — essencialmente trágica — do filme.

Aviso! Spoilers importantes de Resident Evil (2026) a seguir.

Cregger tomou a decisão ousada de evitar uma adaptação direta de jogos preexistentes da série Resident Evil. Em vez disso, seu filme acompanha um homem comum — o mensageiro da área médica Bryan Hodukavich — encarregado de transportar um pacote sigiloso até o Hospital Geral de Raccoon City.

Após enfrentar diversas monstruosidades mutantes no caminho até seu destino, Bryan descobre que o pacote contém um agente químico necessário para criar uma vacina contra um vírus liberado pelos cientistas da Umbrella, que agiram sem ter plena consciência das consequências. Infelizmente, ele é mordido por uma garota infectada e acaba sucumbindo ao vírus, transformando-se em um Nemesis que mata todos os cientistas restantes no último andar do hospital.

Durante esse massacre, a consciência e a personalidade de Bryan permanecem praticamente intactas; ele deseja desesperadamente a vacina e luta para arrancar a seringa das mãos dos cientistas, mas sua mutação acaba assumindo o controle, matando as únicas pessoas capazes de ajudá-lo.

Bem no final do filme, o Nemesis-Bryan mata o último cientista restante, deixando a seringa cair no chão, 28 andares abaixo. É um desfecho trágico para uma história trágica — e um momento que, na opinião de alguns fãs, deixou a desejar.

A maioria dos espectadores que critica o final do filme acredita que Bryan passou por todo esse sofrimento sem obter qualquer recompensa real no desfecho. Outros detestaram a abordagem de Cregger em relação aos cientistas da Umbrella, cuja incompetência acabou estragando o confronto final para eles.

“O final foi tão abrupto. Adorei tudo o que veio antes, mas aí o filme escorregou numa casca de banana no final. Não chego a odiar, mas é um desfecho muito estranho e apressado”, escreveu um espectador no X.

“Cara, eu detestei demais; a primeira metade trouxe um dos terrores mais eficazes que já vi e eu literalmente não teria reclamado se tivessem optado pelo final óbvio, mas, por algum motivo, tornaram tudo ridículo e isso acabou prejudicando o restante do filme, infelizmente”, disse outro.

“Odeio o fato de que estava tudo ótimo até o final; eles só tinham uma missão! Por que usar todo aquele drama para chegar a um final ruim ou triste? Foi forçado, desculpe, mas eu odiei”, argumentou mais um.

fucking hate the fact that everything's was fine until the end, they had one job!!!! why using all that drama to rise a bad/sad ending?? that was forced, im sorry, i hated it — 𝐧𝐚𝐯𝐢, yotra (@flxpjack)

Bro I hate it so much, the first half was some of the most effective horror I’ve ever seen and i literally wouldn’t have complained if they went with the obvious ending but they made it ridiculous for some reason and took away from the rest of the movie unfortunately — Griffin (@GriffinResident)

The ending was so abrupt. I loved everything leading up and then it slipped on a banana peel at the end. I don’t hate it but it’s a very awkward and rushed ending. — trazzy! (@Trazia_K)

Outros, no entanto, apontam que Bryan é essencialmente um NPC; a mensagem de voz emocionante que ele grava para sua namorada, Michelle, é uma prova disso, já que é quase certamente algo que um personagem jogável, como Leon, encontraria como um elemento de construção de mundo durante a exploração. Depois de ser mordido, não havia como Bryan sobreviver; no fim das contas, ele estava destinado a ser um personagem secundário nos eventos gerais de Resident Evil 2, e os jogadores sabem que essas pessoas basicamente nunca sobrevivem às circunstâncias em que são lançadas.

"Bryan não era exatamente o herói da história. Ele era basicamente o cara cuja noite inteira nos mostrou como o próximo monstro de Resident Evil foi criado", escreveu uma pessoa no X.

"Pouquíssimos personagens principais saem ilesos dos eventos de Resident Evil; mesmo aqueles que sobrevivem ficam marcados de outras formas. Não é difícil imaginar alguém passando por um verdadeiro pesadelo, apesar de tentar fazer a coisa certa", disse outra.

"Então, Bryan é basicamente um NPC. O filme todo mostra como um monstro de Resident Evil é realmente criado", explicou um usuário. "A maioria das pessoas esperava pelo Leon ou pela Claire. Ele é apenas um entregador cujo corpo se torna a próxima BOW."

So Bryan is basically an NPC. The whole movie is showing how a Resident Evil monster actually gets created, most people were expecting Leon or Claire. He’s just courier whose body becomes the next BOW.
The girl in the RV infects him early and the virus is cooking the whole night… — supermom💕 (@ilovesupermom)

very few main characters walk away from the Resident Evil events untouched, even those that live are scarred in other ways. Not a stretch to see someone go through the grinder despite trying to do the right thing. — 🎃ShinKagato🎃 (@ShinKagato)

Bryan wasn’t really the hero of the story, he was basically the guy whose whole night showed us how the next Resident Evil monster was created — ꪜ𝖎𝔃𝔃𝔂 ✞ (@sntvizzy)

O final de Cregger surpreendeu até mesmo o ator principal, Austin Abrams, que o descreveu como "louco e chocante" ao ler o roteiro pela primeira vez.

"Muitos filmes de hoje em dia têm um certo receio de fazer algo assim — matar um personagem de quem você realmente gosta", disse ele. "E, quando o fazem, amenizam o impacto de alguma forma para que não doa tanto. Já muitos filmes mais antigos não fazem isso; eles simplesmente arrancam o seu coração. Estamos aqui para sentir, cara. Estamos aqui para vivenciar algo. Por isso, agradeço o fato de o Zach estar disposto a correr um risco como esse."

Na verdade, Cregger revelou que o desfecho que vimos não era a conclusão original da história; o diretor admitiu ter filmado a sequência como um "plano de contingência", caso o final inicial não causasse o efeito desejado.