Filme de Bloodborne tem atualização promissora do produtor Jacksepticeye

30 de Out de 2026 - 12:10
 0  0
Filme de Bloodborne tem atualização promissora do produtor Jacksepticeye

Seán "Jacksepticeye" McLoughlin trouxe uma atualização exclusiva e promissora sobre o filme de Bloodborne ao IGN.

Durante uma conversa com o IGN sobre sua participação como o novo elusive target no jogo Hitman, aproveitamos para perguntar a McLoughlin sobre o filme de Bloodborne, que . Lembrei a ele que já — na época, o projeto ainda não contava com um roteirista ou diretor. McLoughlin confirmou ao IGN que o filme agora já tem um roteirista e um diretor, e que o projeto está avançando muito bem.

"As coisas, obviamente, estão bem mais encaminhadas agora do que estavam naquela época", disse ele. "Como fã, eu adoraria poder revelar tudo, mas, se eu fizesse isso, não restaria nenhuma expectativa nem a graça de acompanhar o processo. O fato é que já temos muito mais definido sobre os rumos da história, e contamos com as pessoas certas para tirar o projeto do papel. Espero que, em breve, possamos fazer anúncios revelando quem está envolvido, para onde a história está caminhando, além de compartilhar algumas prévias do enredo e em que estágio estamos."

"Mas tenho orgulho do trabalho que venho realizando nisso. Acho que é uma função muito interessante e, para mim, é algo divertido de fazer. Ao mesmo tempo, pode ser extremamente estressante, já que estamos lidando com uma propriedade intelectual (IP) monumental. Meu papel ali é basicamente garantir que cada detalhe esteja absolutamente perfeito. Será que um dia conseguiremos algo perfeito? Não sei. Provavelmente é impossível alinhar as expectativas de todos em um único ponto central, mas, como alguém que foi contratado para essa tarefa, estou exatamente onde preciso estar, e estamos preparados para entregar algo realmente incrível."

No momento, a equipe por trás do filme mantém em sigilo as identidades do roteirista e do diretor. Não se sabe ao certo quando teremos mais informações, mas há boas oportunidades para revelações em breve — talvez durante o The Game Awards, em dezembro, ou em algum outro evento de jogos no próximo ano. Ao comentar sobre como a equipe está adaptando Bloodborne para uma nova mídia, McLoughlin observou que há uma diferença significativa: Bloodborne será um filme de animação, enquanto a .

"Todos nós sonhamos alto, imaginando criar algo grandioso e contar uma história épica. Vamos ver o que acontece com Elden Ring, mas duvido que eles estejam adaptando a obra inteira. Com certeza escolheram um recorte específico, até porque produzir uma versão em live-action de Elden Ring custaria algo em torno de 600 milhões de dólares."

"É uma questão de tempo, esforço, peças em movimento e recursos financeiros necessários. Será que, a essa altura, é realmente uma decisão inteligente optar por live-action, considerando que há muitas coisas que poderiam ser feitas em animação — e que seriam impossíveis ou difíceis de executar com perfeição em live-action? No caso específico de Bloodborne, a animação parece ser o caminho ideal; o jogo traz tantos elementos de outro mundo que seriam espetaculares se explorados sem as limitações do live-action — em vez de simplesmente colocar alguém diante de uma tela verde e torcer pelo melhor. Com a animação, podemos realmente refinar o material e criar algo incrível."

Sobre o filme de Elden Ring, perguntei se a equipe pretende aproveitar lições aprendidas naquele projeto para aplicar ao filme de Bloodborne, ou se os processos de produção são tão distintos que tal transferência seria inviável.

"Provavelmente um pouco de ambos. Como o filme de Elden Ring será lançado antes do nosso, é natural observar: 'Certo, o que eles fizeram? Qual foi a proposta deles? Estamos seguindo caminhos parecidos?'. Mas, na verdade, Bloodborne e Elden Ring são obras muito distantes uma da outra. A estrutura pode até ser semelhante, mas, em termos de narrativa — uma ambientada na Inglaterra vitoriana e a outra focada em divindades e uma montanha —, são universos bem distintos. Por isso, prefiro não me deixar influenciar demais; não queremos repetir as mesmas fórmulas. Quando o filme for lançado, as reações do público serão as mais variadas — alguns ficarão satisfeitos, outros desapontados, outros indiferentes. Existe uma gama enorme de preferências. O objetivo é oferecer algo inesperado, algo que seja realmente interessante. No fim das contas, tudo se resume à pergunta: 'Por que estamos fazendo esta adaptação?'"

"Não quero adaptar algo se for apenas para contar as mesmas histórias, com os mesmos personagens, repetidas vezes. Filmes são um meio completamente diferente de videogames. O que os filmes fazem melhor do que um jogo? Um é passivo, o outro é interativo; então, como podemos explorar essa dinâmica e brincar com ideias diferentes? Não tenho interesse em participar de uma adaptação se não houver uma história que valha a pena ser contada, ou se a ideia em si não for boa."

Ele acrescentou que esta não é a sua primeira tentativa de trabalhar em uma adaptação de videogame — ele já havia tentado levar Soma para outra mídia anteriormente. Em todas essas experiências, seu objetivo nunca foi simplesmente recriar o jogo em um novo formato, mas sim encontrar novas histórias capazes de expandir esses universos — um exemplo disso é a série Fallout ou o .

"Sempre que há margem de manobra na narrativa e liberdade para contar histórias diferentes dentro de um mesmo universo, o resultado costuma ser muito mais interessante. Não tenho o menor interesse em pegar uma propriedade intelectual e apenas refazer a história do jogo; já vimos isso acontecer inúmeras vezes. Não vou citar exemplos específicos, mas todo mundo já tem em mente adaptações que simplesmente não funcionaram. *Fallout* e *Resident Evil* são ótimos exemplos recentes de obras que, na prática, conseguem capturar a essência daquele mundo.

"Basta mudar um pouco o foco, a perspectiva, e surge algo realmente interessante dentro daquele universo. Acredito que vale a pena contar essas histórias. Lembro-me de quando estávamos no BAFTA Games: Ben Starr deu uma entrevista na qual questionou a própria existência de adaptações. Muita gente veio me perguntar no Twitter: 'Vocês dois, você e o Ben, agora são inimigos?'. Eu mandei uma mensagem para ele dizendo: 'Cara, somos inimigos mortais!'. Mas ele tem razão em um ponto: a pergunta fundamental que sempre devemos fazer é: por que estamos adaptando isso?"