Flávio venceu em 86% dos locais de votação em áreas de milícias no Rio
, candidato do PL à Presidência da República, venceu em 86% dos locais de votação em áreas de . Na capital, o senador e filho primogênito de Jair Bolsonaro saiu na frente no 1º turno e teve 137 mil votos a mais que o rival, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A coluna, a partir de cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o mapeamento de áreas de milícias, identificou que Flávio foi o candidato mais votado em 268 locais de votação situados dentro de áreas controladas ou sob influência da milícia. Lula, por outro lado, liderou em apenas 43. Veja o mapa.
As áreas de milícia no Rio de Janeiro estão catalogadas no , produzido e divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF). Os dados mais recentes são de 2024.
O Rio de Janeiro é o reduto político da família Bolsonaro, e é conhecida a relação de proximidade e a defesa da atuação das milícias pelo clã. Flávio Bolsonaro, inclusive, empregou a mãe e a mulher do miliciano em seu gabinete.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (20/8)
Flávio Bolsonaro em coletiva em frente ao seu QG de campanha
Os locais de votação em áreas de controle ou influência da milícia deram a Flávio Bolsonaro mais de 440 mil votos, enquanto recebeu 318 mil. Em grande parte, esses pontos ficam na Zona Oeste da capital.
Emenda para miliciano
de quase R$ 200 mil para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, miliciano condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.
A emenda foi negociada em 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado. Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram mortos em 2018. A Polícia Federal tem indícios de que o dinheiro da emenda foi desviado.
A PF encontrou mensagens de WhatsApp trocadas entre Peixe e Maria de Fátima no celular do miliciano, apreendido quando ele passou a ser investigado pela morte de Marielle, em 2024.