Fóssil de 168 milhões de anos ajuda a descobrir origens da amamentação
Pesquisadores internacionais descobriram um fóssil na região da Mongólia Interior, na China. Batizado de Megacauda sungei, o animal é um parente primitivo dos mamíferos e viveu há cerca de 168 milhões de anos. Entre os restos mortais encontrados, está uma garganta bem preservada que, após ser estudada, revelou mais detalhes sobre a origem evolutiva da amamentação entre os mamíferos.As investigações realizadas na garganta do animal apontam que a estrutura responsável por sugar o leite e engoli-lo já estava presente nos primeiros parentes dos mamíferos modernos, datados de um período entre cerca de 174 e 164 milhões de anos atrás. Leia também CiênciaFóssil revela nova espécie de inseto que viveu na era dos dinossauros CiênciaCientistas encontram fóssil de 240 milhões de anos com estômago preservado CiênciaFóssil de capivara desafia ideia de que Atacama sempre foi um deserto seco CiênciaDente fossilizado de mastodonte de 10 mil anos é encontrado nos EUA A garganta bem preservada surpreendeu os cientistas, pois tecidos moles raramente se fossilizam. A descoberta, liderada pela Universidade Normal de Shenyang, na China, teve os resultados publicados na revista Nature nesta quarta-feira (7/10).Outras características do fóssilO fóssil era um docodonte, membro do clado Mammaliaformes, grupo que inclui parentes extintos e mamíferos atuais. A análise do animal revelou que se tratava de um espécime de cauda larga e achatada, patas traseiras curtas, pés relativamente longos e dentes com capacidade de corte.Predador, o Megacauda tinha estilo de vida semiaquático, vivendo em tocas, mas se alimentando na água de peixes, salamandras e invertebrados. Pesando até dois quilos, o bicho tinha tamanho semelhante ao de ornitorrincos modernos e se tornou o maior mamífero jurássico já conhecido.