Igreja Ortodoxa da Etiópia denuncia assassinato de dezenas de fiéis em Oromia
A Assembleia Geral do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Tewahedo da Etiópia condenou o assassinato de mais de 60 cristãos em ataques brutais ocorridos no estado regional de Oromia. Os massacres, registrados nos dias 20 e 24 de outubro de 2026 na Zona de Arsi, motivaram um apelo urgente ao governo para que proteja os fiéis, garanta a liberdade religiosa e leve os criminosos à justiça imediatamente.
Qual é a principal reivindicação da Igreja Ortodoxa ao governo da Etiópia?
O Santo Sínodo exige que as autoridades governamentais condenem os ataques publicamente e ajam para defender o direito à vida e à liberdade de culto, que são garantidos pela Constituição do país. A instituição pede que o Estado de direito seja restabelecido na região, com a punição rigorosa dos responsáveis pelos massacres para evitar que novos episódios de violência aconteçam. Há uma preocupação urgente com a segurança dos cristãos ortodoxos em todo o território nacional, e os líderes religiosos buscam uma reunião com altos funcionários do governo para discutir soluções duradouras para os conflitos.
Como a Igreja Católica se posicionou diante da escalada de violência no país?
A Conferência dos Bispos Católicos da Etiópia (CBCE) manifestou profunda tristeza pela violência que atinge diversas regiões, como Tigray, Afar, Amhara e Oromia. Os bispos católicos enfatizaram que a guerra e os conflitos armados não resolvem diferenças, mas apenas aprofundam divisões e geram ressentimentos que podem durar gerações. Eles apelaram pelo fim imediato das hostilidades e pediram que as partes envolvidas busquem o diálogo genuíno, o perdão e a reconciliação. A Igreja Católica defende uma paz baseada na justiça e na dignidade humana, refletindo também um apelo feito pelo Papa por diálogo.
Qual é o contexto político e militar que agrava a situação de insegurança na Etiópia?
O país vive um período de grande instabilidade, com combates renovados quase quatro anos após um acordo de paz firmado em 2022. Persistem tensões graves entre o governo federal e a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF) sobre questões de autonomia regional e desarmamento. Recentemente, a TPLF formou uma aliança com outros grupos armados para tentar remover o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed Ali. Relatos indicam que forças federais capturaram cidades estratégicas após dias de combate intenso, enquanto grupos rebeldes continuam tomando territórios em regiões vizinhas, espalhando o conflito.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.