Israel critica Nobel da Paz para jurista que acusou o país de genocídio: “Goebbels aplaude no inferno”

9 de Out de 2026 - 09:20
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Israel critica Nobel da Paz para jurista que acusou o país de genocídio: “Goebbels aplaude no inferno”

O governo de Israel criticou o comitê norueguês do Nobel da Paz por ter concedido à honraria nesta sexta-feira (9) à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, que acusou o país de cometer genocídio na guerra na Faixa de Gaza contra o grupo terrorista Hamas.

“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e calúnias de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma candidata. Ela seria a favorita. Seu papel na demonização implacável e politicamente motivada de Israel, bem como na promoção da ‘genomentira’, diz muito”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense, em comunicado publicado no X.

“Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento por justiça. É a instrumentalização grotesca de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito contra Israel. Agora que o comitê do Nobel premiou a maior mentira do século XXI, Joseph Goebbels certamente está aplaudindo do inferno”, acrescentou a chancelaria de Israel, citando o ministro da Propaganda na Alemanha nazista.

Em comunicado, o comitê norueguês afirmou que Pillay, de 85 anos, foi reconhecida “por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional”.

Ela presidiu a Comissão Internacional de Inquérito Independente da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, que em 2025 acusou Israel de cometer genocídio em Gaza.

Na ocasião, Pillay declarou: “Ficou claro que existe a intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que preenchem os critérios estabelecidos na Convenção sobre Genocídio”.

“A responsabilidade por esses crimes atrozes recai sobre as autoridades israelenses do mais alto escalão, que orquestraram uma campanha genocida durante quase dois anos, com a intenção específica de destruir o grupo palestino em Gaza”, disse Pillay.

“A comissão também conclui que Israel falhou em prevenir e punir a prática de genocídio, ao não investigar atos genocidas nem processar os supostos autores”, acrescentou.