Juiz manda apagar vídeo em que Bia Kicis acusa Leila de mentir
O juiz Carlos Alberto Martins Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (), determinou a exclusão de um vídeo em que a candidata ao Senado acusou a adversária de mentir. Na publicação, Bia disse que Leila “tem assessores condenados por corrupção”. Na decisão, assinada na quarta-feira (30/9), o juiz considerou que a candidata do PL apresentou uma “imputação inverídica ou gravemente descontextualizada”.
No vídeo, Bia afirmou que “está sendo atacada pela Leila do Lula com mentiras” e que ela “tem assessores condenados por corrupção trabalhando no gabinete dela”.
Ao apresentar o pedido de exclusão do vídeo à Justiça, Leila alegou que a pessoa retratada e referida como chefe de gabinete não é alvo de processos cíveis ou criminais.
A candidata do PDT ainda disse que a passagem do vídeo onde Bia afirmou que “inventaram que a loja Bia (uma loja feminina) recebeu emendas minhas” se relaciona a uma
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Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a afirmação de Bia “não é apresentada como opinião, questionamento ou referência à existência de investigação ou processo judicial”.
“Ao dizer que ‘os funcionários foram condenados por corrupção e tudo comprovado’, seguida da especificação ‘a chefe de gabinete, o tesoureiro, o advogado’, a publicação veicula imputação factual determinada e suscetível de verificação objetiva“, completou o juiz.
O magistrado destacou que a continuidade da circulação do conteúdo “amplia a exposição ao eleitorado antes que se forme o contraditório acerca do suporte factual da afirmação”.
O juiz determinou a retirada do vídeo das redes sociais e proibiu Bia Kicis de produzir novo conteúdo sobre a chefe de gabinete de Leila, com multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
O mérito do caso ainda será analisado.