Justiça prorroga prisão temporária do ex-vereador Milton Leite
A Justiça de São Paulo prorrogou a prisão temporária do ex-presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite, por mais 30 dias. A informação foi confirmada pela Polícia Civil à CNN Brasil.
O ex-vereador se entregou à polícia na Dise de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, no dia 18 de setembro, e está preso temporariamente desde então.
Ele é investigado na operação Vectura Corrupta que apura a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista.
A CNN Brasil procurou a defesa de Milton Leite, que não respondeu até o momento. O espaço segue aberto.
Ligação de Milton Leite
Segundo as investigações, Milton Leite é citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas de ônibus controladas pelo PCC.
De acordo com o Ministério Público, há declarações de policiais militares em procedimento junto ao Tribunal de Justiça Militar, que afirmam que ex-vereador seria o dono de fato da empresa Transwolf.
Após se entregar, Milton Leite negou ter envolvimento com o PCC e afirmou que provará sua inocência no âmbito do inquérito que investiga sua participação no esquema.
Infiltração do PCC
As investigações apontam que o PCC teria controle sobre 12 das 22 empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo, além de empresas em cidades do ABC Paulista e da Baixada Santista.
Entre as empresas investigadas, destaca-se a Transwolff, que alguns investigados ouvidos pela polícia apontam como sendo, na prática, de propriedade de Milton Leite — acusação que ele nega. Segundo as investigações, a empresa teria envolvimento com a facção criminosa.
Entenda a operação: Milton Leite é alvo de operação contra atuação do PCC no transporte de SP
A operação também apurou o suposto financiamento pelo PCC de candidaturas políticas, especialmente nas eleições municipais de 2024, com foco em Praia Grande, e também em pleitos do ano corrente. Segundo as autoridades, a facção buscaria infiltrar candidatos financiados por ela dentro do poder público.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo