Larvas na cabeça: pais são presos por suspeita de maus-tratos e negligência
Os pais de duas crianças foram presos na quarta-feira (7/10), em Campos Lindos, distrito de Cristalina (GO), no Entorno do Distrito Federal, suspeitos de e omissão de cuidados dos filhos. Segundo a , os menores viviam em condições degradantes. Uma das crianças apresentava larvas no couro cabeludo, enquanto um bebê estava com marcas roxas pelo corpo.
A prisão foi realizada por agentes do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC), com apoio do Conselho Tutelar.
De acordo com informações levantadas durante a investigação, o ferimento no couro cabelo de uma das crianças persistia há mais de 30 dias. À equipe policial, a mãe afirmou que o primeiro atendimento médico para tratar o problema ocorreu apenas na terça-feira (6/10), um dia antes da prisão.
Couro cabeludo da criança com larvas
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“Bichos” na cabeça
O caso chegou ao conhecimento da polícia após uma profissional de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) comunicar a situação da criança. No relato, ela mencionou a presença de “bichos” na região lesionada.
No dia seguinte, policiais civis e representantes do Conselho Tutelar foram até a residência da família e constataram as condições do couro cabeludo da vítima.
No local também foi identificado que um bebê de aproximadamente 11 meses apresentava marcas arroxeadas nas costas. A origem dos hematomas deverá ser esclarecida por meio de avaliação técnica e do avanço das investigações.
No imóvel, também estavam outras cinco crianças. Ainda não há informações sobre o parentesco das crianças.
Falta de vacinação e frequência irregular na escola
Durante as diligências, os agentes também identificaram registros anteriores de atendimentos do Conselho Tutelar relacionados à falta de vacinação e à frequência escolar irregular.
Além disso, uma profissional da assistência social informou que já havia tentado visitar a família, mas teria sido impedida pelo pai das crianças de entrar na residência. Esses episódios serão apurados no decorrer da investigação.
Diante das condições encontradas e dos indícios de omissão grave nos cuidados com os menores, os pais receberam voz de prisão e foram encaminhados à unidade policial para as providências legais cabíveis.