Meta vai construir cabo submarino com capacidade impressionante de 1 petabit por segundo

21 de Set de 2026 - 23:40
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Meta vai construir cabo submarino com capacidade impressionante de 1 petabit por segundo

O Grupo Meta revelou o Petal, primeiro cabo submarino com capacidade de petabit a cruzar um oceano. O sistema conectará os Estados Unidos e a França ao longo de 7.000 km (mais de 4.300 milhas), com previsão de entrar em operação em 2029.

O projeto dobra a capacidade dos cabos transoceânicos mais avançados em uso atualmente e representa o maior salto geracional único de capacidade já registrado em um sistema de cabo submarino transoceânico.

A implantação responde ao crescimento da demanda por conectividade global. Conforme os dados apresentados, a capacidade do Petal expande a transmissão de dados de forma mais confiável, sustentando o volume de tráfego que circula entre continentes.

Por que os cabos submarinos sustentam a internet global

Cabos submarinos formam a infraestrutura física mais crítica da internet mundial, transportando cerca de 99% do tráfego intercontinental. Esse volume abrange mensagens trocadas no WhatsApp, notícias de última hora acessadas online e os momentos culturais que conectam populações.

Com a aceleração da demanda por serviços digitais, cresce também a necessidade de cabos submarinos que ligam continentes. O investimento nesse tipo de infraestrutura amplia o acesso a serviços digitais para pessoas e empresas em diferentes regiões.

Fibra multicore e o salto para 1 petabit por segundo

O Petal será o primeiro sistema de cabo a usar a tecnologia de fibra multicore em distâncias transoceânicas, cobrindo 7.000 km. Enquanto cabos tradicionais operam com capacidade em terabits por segundo, o novo sistema entrega 1 petabit por segundo.

Esse patamar equivale aproximadamente à capacidade de rede necessária para 75% da população mundial transmitir música simultaneamente.

O ganho de capacidade não exige infraestrutura proporcional. Transportar o dobro de dados normalmente implica construir o dobro de cabos, com o dobro de fibra, materiais físicos e recursos.

A vantagem é que o projeto do Petal permite transferir o dobro de dados sem aumento proporcional de energia ou de infraestrutura física.

Parcerias industriais e ponto de chegada na França

O Grupo Meta desenvolve o Petal em parceria com a NEC, especialista em sistemas de cabos submarinos, e com a Sumitomo Electric Industries, uma das principais produtoras de fibra do mundo.

A companhia também negocia com a operadora francesa Orange os planos para fazer o cabo chegar à costa atlântica da França.

Cabos tradicionais e fibra multicore: a diferença direta

CritérioCabos transoceânicos tradicionaisPetal
CapacidadeTerabits por segundo (Tbps)1 petabit por segundo (Ptbps)
Tecnologia de fibraConvencionalFibra multicore em distância transoceânica
InfraestruturaAumento proporcional ao volume de dadosDobro de dados sem aumento proporcional de energia ou infraestrutura física

Investimentos do Grupo Meta em infraestrutura submarina

O Grupo Meta figura entre os principais investidores globais em cabos submarinos, com participação em mais de 20 projetos do tipo.

Entre eles está o Project Waterworth, que implanta centenas de milhares de quilômetros de cabos ao redor do mundo.

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Cronograma e padrão para a infraestrutura digital

A entrada em serviço do Petal está prevista para 2029. O sistema estabelece um novo patamar para a capacidade de entrega da infraestrutura submarina e representa um passo na construção da espinha dorsal digital que conecta continentes e sustenta a internet global.

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Fonte: Site oficial