MGLU3 após o rali: gráfico indica até onde ação do Magazine Luiza pode ir

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operavam em queda nesta quinta-feira (1º), primeiro pregão de outubro, após a forte valorização registrada em setembro. Por volta das 12h20, o papel recuava 0,80%, a R$ 7,40, depois de oscilar entre R$ 7,25 e R$ 7,51.
O movimento coloca MGLU3 perto de uma região acompanhada pela análise técnica. No gráfico semanal, a faixa entre R$ 7,42 e R$ 7,50 aparece como resistência. No diário, o próximo nível está em R$ 7,75.
Mesmo com a queda do dia, a ação acumulava alta de 9,47% na semana. No ano, porém, recuava 16,45%.
MGLU3 terminou setembro a R$ 7,46, depois de avançar 12,52% no último pregão do mês e acumular valorização de 61,47% no período.

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O movimento de setembro teve como pano de fundo a queda dos juros e notícias corporativas, entre elas a parceria com o Mercado Livre e a perspectiva de mudanças na competição no setor.
Depois da alta recente, a análise técnica passa a mostrar quais níveis podem determinar a continuidade do movimento ou uma correção.
MGLU3 no curto prazo: R$ 7,75 é o primeiro teste
No gráfico diário, MGLU3 passou a negociar acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
A superação da média de 200 períodos é uma das principais mudanças recentes na configuração do papel. A referência é utilizada pelo mercado para acompanhar tendências mais longas e vinha funcionando como uma barreira para a ação.
Nesta quinta-feira, MGLU3 chegou a R$ 7,51 na máxima, mas recuou posteriormente para R$ 7,40. Com isso, R$ 7,75 permanece como resistência imediata.
Caso esse nível seja rompido, a próxima referência aparece em R$ 9,35. Acima dela, estão R$ 10,23, R$ 11,06 e R$ 11,44.
Esses patamares representam referências técnicas condicionadas à superação dos níveis anteriores, e não preços-alvo para a ação.
IFR aponta sobrecompra
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 82,12 pontos no diário, dentro da região de sobrecompra.
A leitura, isoladamente, não determina uma reversão, mas indica que a valorização ocorreu em ritmo acelerado e aumenta a possibilidade de realização ou acomodação dos preços.
No sentido contrário, a primeira faixa de suporte relevante aparece entre R$ 6,50 e R$ 5,95.
Abaixo dela, os próximos níveis estão em R$ 5,40, R$ 4,25 e R$ 3,76.
Suportes: R$ 6,50/R$ 5,95; R$ 5,40; R$ 4,25; R$ 3,76.
Resistências: R$ 7,75; R$ 9,35; R$ 10,23; R$ 11,06; R$ 11,44.
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Magazine Luiza no médio prazo: faixa dos R$ 7,50 está no radar
No gráfico semanal, a recuperação começou após MGLU3 atingir a mínima de R$ 3,76 no ano.
Desde então, o papel voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Nesta quinta-feira, ainda acumulava valorização de 9,47% na semana.
A região entre R$ 7,42 e R$ 7,50 aparece como resistência imediata no semanal.
A ação chegou a R$ 7,51 durante o pregão, mas posteriormente voltou para R$ 7,40, ficando novamente abaixo dessa faixa.
Se MGLU3 conseguir se manter acima da região, as próximas referências aparecem em R$ 9,93 e R$ 11,44.
Acima desses níveis, o gráfico aponta R$ 13,21 e R$ 16 como referências posteriores.
O IFR de 14 períodos está em 70,91 pontos no semanal, também dentro da região de sobrecompra.
Assim, tanto no diário quanto no semanal, os indicadores mostram uma sequência de alta acompanhada por níveis elevados de IFR.
Suportes: R$ 5,42; R$ 3,76; R$ 3,27; R$ 2,33; R$ 2,00.
Resistências: R$ 7,42/R$ 7,50; R$ 9,93; R$ 11,44; R$ 13,21; R$ 16,00.
O que os fundamentos indicam?
A movimentação dos gráficos ocorre em paralelo a mudanças nas expectativas para a operação do Magazine Luiza.
Um dos principais eventos recentes foi a parceria com o Mercado Livre. O acordo pode ampliar a distribuição dos produtos do Magalu dentro da plataforma em um momento em que as vendas online vinham apresentando queda. No segundo trimestre, elas recuaram cerca de 12%.
Outro fator é o comportamento dos juros.
Segundo cálculos do JPMorgan, uma Selic 1 ponto percentual abaixo do cenário-base elevaria em aproximadamente 10% a projeção de lucro do Magazine Luiza para 2028.
O banco também incorporou às projeções possíveis ganhos de participação de mercado e elevou em 6% sua estimativa de receita líquida para 2027 e em 24% a projeção de lucro.
Ainda assim, mantém recomendação underweight para MGLU3 e avalia que parte das expectativas relacionadas a juros e à recuperação da empresa já foi incorporada às cotações.
Resultados entram no radar
Os números mais recentes ainda mostram uma operação em processo de ajuste.
No segundo trimestre, o Magazine Luiza registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 50,4 milhões, queda de 2,6% da receita líquida e retração de 5,1% nas vendas totais. A margem Ebitda ajustada ficou próxima de 8%.
A S&P projeta dívida líquida/Ebitda perto de 4 vezes no fim de 2026, com redução para uma faixa entre 3 e 3,5 vezes em 2027.
Nos próximos balanços, o mercado deve acompanhar especialmente a trajetória das vendas online, margens, geração de caixa e endividamento, além do desempenho da Luizacred e das vendas de Black Friday e fim de ano.
Até onde MGLU3 pode ir?
No curto prazo, R$ 7,75 aparece como a primeira resistência.
Acima dela, R$ 9,35 é a referência seguinte no gráfico diário.
No semanal, a sustentação acima da região entre R$ 7,42 e R$ 7,50 coloca no radar R$ 9,93 e R$ 11,44.
Em um movimento mais amplo, os próximos níveis aparecem em R$ 13,21 e R$ 16, sempre condicionados à superação das resistências anteriores.
No sentido oposto, a faixa entre R$ 6,50 e R$ 5,95 concentra os primeiros suportes do diário. No semanal, R$ 5,42 aparece como referência adicional.
Nesta quinta-feira, MGLU3, chegou a R$ 7,51 na máxima, mas negociava a R$ 7,40 por volta das 12h20, mantendo a ação próxima da região técnica de R$ 7,42/R$ 7,50.
O comportamento nos próximos pregões deve mostrar se o papel consegue superar essa faixa ou se passa por uma acomodação após a alta de setembro.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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