Mulher condenada à morte nos EUA está consciente após tentativa de execução fracassada, dizem advogados
- Author, Sareen Habeshian
- Published Há 57 minutos
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nos Estados Unidos, está "consciente e falando" após uma tentativa de execução que falhou, segundo seus advogados.
, continua recebendo cuidados médicos enquanto permanece algemada no hospital, de acordo com um comunicado divulgado por seus advogados nesta terça-feira (06/10). Eles acrescentaram que a detenta sofreu "danos graves" nos braços.
Ela foi condenada à morte após ter sido considerada culpada pelo assassinato da jovem Colleen Slemmer em 1995. Mas Pike na semana passada e foi transferida para um hospital em Nashville, Tennessee.
Nos dias seguintes à internação, seus advogados informaram que ela estava inconsciente, enquanto a equipe médica tentava eliminar a substância pentobarbital injetada em seu corpo durante a tentativa de execução.
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Os advogados de Pike disseram nesta terça-feira que sua recuperação é algo "sem precedentes na área médica".
Embora seu prognóstico permaneça incerto, "no mínimo, esperamos uma longa recuperação", acrescentaram.
A defesa de Pike afirmou que ela é a única pessoa de que se tem notícia a ter sobrevivido a uma tentativa de execução consumada nos EUA.
Autoridades ainda não esclareceram se tentarão executar Pike novamente. Também não deram uma explicação para o que deu errado.
O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções pelo resto do ano, e o chefe do sistema prisional do estado afirmou no fim de semana que pretende renunciar ao cargo.
Pike tinha 18 anos quando ela e seu então namorado, Tadaryl Shipp, espancaram, torturaram e mataram Slemmer, de 19 anos, que eles conheceram em um acampamento com a finalidade de treinamento profissional para jovens.
Deborah Denno, criminóloga e professora da Faculdade de Direito da Fordham University, disse estar "absolutamente surpresa" pelo fato de Pike estar consciente e falando.
Houve outros sete casos em que prisioneiros sobreviveram a execuções programadas, mas, nessas situações, os executores não conseguiram injetar nada nas veias dos detentos, disse Denno à BBC.
Pike "é a única pessoa em quem algum tipo de toxina chegou a ser injetado", afirmou a professora.
"Eles fizeram tudo o que deveriam fazer como parte do processo de execução e, simplesmente, não funcionou", disse Denno. "Isso nunca aconteceu antes."
Joel Zivot, anestesiologista que assessora a equipe de defesa de Pike, disse que as duas doses de pentobarbital que ela recebeu na semana passada teriam sido suficientes para causar a morte — caso tivessem entrado na corrente sanguínea e circulado normalmente, "ela certamente teria morrido".
Em vez disso, Zivot afirmou que uma explicação possível é que, em vez de entrar na corrente sanguínea de Pike, o pentobarbital provavelmente se espalhou pelo tecido subcutâneo.
Zivot disse ser "muito possível" que a mulher tenha como sequela uma cerebral, uma vez que as tentativas de reanimação não foram realizadas imediatamente. No entanto, seria necessária "pelo menos uma semana" para que a quantidade de pentobarbital no organismo de Pike se dissipasse e permitisse "um bom exame neurológico", disse ele na semana passada.
"Mesmo com todas as intervenções disponíveis, as perspectivas de sobrevivência dela permanecem incertas", havia dito ele.
Zivot acrescentou que é provável que ela apresente "quadros médicos graves que poderiam mudar significativamente" sua vida.
A BBC entrou em contato com Zivot para obter mais comentários após Pike recuperar a consciência.
Os advogados de Pike haviam alertado anteriormente que seu histórico médico e sua anatomia — incluindo trombocitose (uma condição de coagulação sanguínea) e veias de pequeno calibre — implicavam um risco de ela ter dor e sofrimento "desnecessários" durante a aplicação da injeção letal.