Nunes Marques diz que eleição só termina quando a vontade da população é respeitada
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou, na noite deste domingo (4), que o primeiro turno das eleições 2026 transcorreu dentro da normalidade e ponderou que a eleição só termina quando a vontade da população é respeitada. Ele destacou a atuação do TSE para garantir o direito ao voto com “segurança, tranquilidade e liberdade”.
“A eleição não termina quando a votação é encerrada. Ela se completa quando a vontade soberana do eleitorado é conhecida e respeitada. Vamos trabalhar para ter um segundo turno com a mesma tranquilidade e normalidade que tivemos neste primeiro turno”, disse o ministro ao fazer um balanço do primeiro turno.
A declaração ocorre em meio ao embate entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio TSE, que trocaram decisões conflitantes às vésperas da eleição.
Segundo Nunes Marques, os observadores internacionais e nacionais apontaram que “não foram identificados incidentes graves relacionados às urnas eletrônicas, à identificação dos eleitores ou ao transporte, que pudessem comprometer de maneira significativa o exercício do voto”.
Mais cedo, a Polícia Federal atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e abriu um procedimento prévio para apurar suspeitas de interferência e financiamento estrangeiro nas eleições brasileiras. O ministro apontou que “contra fatos não existem argumentos”.
“Todos os senhores que estão aqui são testemunhas de como transcorreu o dia de votação em todo o território nacional. Não tivemos uma intercorrência grave, os riscos climáticos afastados e não tivemos um alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira”, afirmou.
O presidente do TSE afirmou que a paralisação da apuração, por cerca de 40 minutos, ocorreu devido a um congestionamento no sistema de divulgação dos dados, levando a um atraso na divulgação dos resultados. "Nós tivemos um atraso em relação a um congestionamento ocorrido em um desses sistemas que é o sistema de divulgação. O TSE tinha absoluto controle da situação", disse.
Questionado sobre a interferência de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) na Justiça Eleitoral, Nunes Marques evitou se manifestar sobre o tema, dizendo que, entre suas atribuições, não está fazer análises sobre outros tribunais.
Também acompanharam a coletiva sobre o balanço do primeiro turno o vice-presidente do TSE, André Mendonça, o presidente do STF, Edson Fachin, o procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, e o ministro Dias Toffoli.