O que está por trás do fechamento de milhares de empresas na Argentina sob governo Milei

13 de Out de 2026 - 08:10
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O que está por trás do fechamento de milhares de empresas na Argentina sob governo Milei

A da viveu altos e baixos no primeiro semestre deste ano.

Há números positivos: o Produto Interno Bruto (PIB) do país continuou crescendo a um ritmo de 2,2%. O caixa do governo registrou superávit fiscal, as reservas do Banco Central aumentaram e a inflação, um drama de longa data dos argentinos caiu para 33,5% — enquanto o acumulado do ano de 2023 atingiu 211%.

Mas nas ruas o cenário é bem diferente: um em cada três argentinos vive na O desemprego gira em torno de 8%, enquanto o poder de compra real da população está defasado.

Uma das maiores preocupações dos argentinos é a precariedade do emprego, que levou muitas pessoas a trabalharem informalmente — sem contratos ou segurança social — e a contraírem dívidas muito além da sua capacidade de pagamento.

A inadimplência afeta cerca de um terço daqueles que contraíram empréstimos, e muitos ainda não viram a recuperação econômica prometida por refletida em seus bolsos.

Enquanto isso, os salários estão caindo em relação ao custo de vida, os serviços básicos estão mais caros — após cortes nos subsídios — e grande parte da indústria manufatureira local foi afetada pela abertura às importações, que pôs fim a uma longa história de políticas de proteção à indústria nacional.

Outro dado que chama atenção é o do fechamento, segundo o Centro de Economia Política Argentina (CEPA), de mais de 30 mil empresas durante o governo do presidente.

A Argentina tem duas economias paralelas? A repórter Camilla Veras Mota explica nesse vídeo.

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