Papa Leão XIV passará por cirurgia após nódulo detectado no pulmão
O papa Leão XIV, de 71 anos, passará nos próximos dias por uma cirurgia no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, para a remoção de um nódulo pulmonar em estágio inicial. O próprio pontífice fez o anúncio no domingo (11), durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, e o replicou em suas redes sociais.
A operação está prevista para os próximos dias com cerca de uma semana de internação. De acordo com o papa, a lesão foi identificada precocemente, com crescimento controlado. Diante do quadro, a equipe médica recomendou a extração do tecido como medida preventiva.
Em mensagem divulgada aos fiéis, o papa detalhou o diagnóstico e a recomendação da equipe médica na rede social X:
"Queridos, durante alguns exames realizados recentemente, os médicos detectaram em mim um nódulo circunscrito no pulmão. Foi identificado em uma fase muito inicial e bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir e, portanto, seguindo os seus conselhos, decidi me submeter a uma cirurgia para removê-lo. A operação está agendada para os próximos dias. Agradeço a sua proximidade espiritual e me entrego às suas orações."
A Santa Sé ainda não informou se o nódulo é benigno ou maligno, mas o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, confirmou o procedimento. A cirurgia ocorrerá no apartamento privado mantido pelo Vaticano no Hospital Gemelli desde a época de João Paulo II.
Primeiro papa norte-americano da história, Leão XIV também tem nacionalidade peruana, por seus muitos anos como missionário e bispo no país andino. Foi eleito em maio de 2025 para suceder ao papa Francisco e completou 71 anos em 14 de setembro.
Viagem e repercussão
Apesar da cirurgia, o pontífice deu sinais de que manterá a viagem apostólica à América Latina, marcada entre os dias 6 e 17 de novembro, com paradas na Argentina, no Uruguai e no Peru. Pouco antes do anúncio sobre sua saúde, Leão XIV saudou integrantes da Hermandad del Señor de los Milagros (Irmandade do Senhor dos Milagres) na Praça de São Pedro e agradeceu pelas orações dirigidas à sua futura visita pastoral ao Peru.
No Brasil, a notícia mobilizou lideranças católicas. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem de apoio ao Vaticano convocando os fiéis a rezarem pelo restabelecimento do líder da Igreja. Na Basílica de Aparecida, o arcebispo Dom Mário Antonio da Silva também pediu orações pela saúde do papa durante a missa da véspera do Dia da Padroeira.
Segundo a EFE, o anúncio causou forte comoção e surpresa entre os fiéis latino-americanos presentes no Vaticano, que expressaram otimismo em sua rápida recuperação. A classe política italiana também se mobilizou, com mensagens públicas de solidariedade do presidente Sergio Mattarella, da primeira-ministra Giorgia Meloni e do ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani.