PF prevê ouvir suspeitos e retomar perícia em prédio incendiado da UFPE
A deve retornar, na manhã desta sexta-feira (9/10), ao prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, , para avaliar se há condições de retomar os trabalhos periciais.
A perícia foi iniciada na quinta-feira (8/10), mas precisou ser interrompida devido ao risco estrutural do imóvel. A informação foi confirmada ao Metrópoles.
Segundo investigadores, os peritos deverão realizar uma nova avaliação das condições de segurança antes de decidir se poderão dar continuidade aos trabalhos. Ainda não há previsão de quando a perícia será concluída.
O risco estrutural foi identificado após o incêndio atingir parte das instalações da universidade. A preocupação é que o comprometimento da estrutura coloque em perigo os profissionais responsáveis pela investigação.
A perícia busca identificar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio. Até o momento, não há conclusão sobre a origem das chamas nem confirmação de que o
Em paralelo, a PF prevê ouvir suspeitos do caso ainda nesta sexta-feira. Alguns já prestaram depoimento aos investigadores na quinta-feira (8/10).
Incêndio ocorre um dia após protestos
O incêndio ocorreu um dia após estudantes da UFPE se mobilizarem em uma manifestação em defesa da democracia e em apoio ao presidente Lula (PT), que disputa o segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL). O ato foi realizado na terça-feira (6/10), quando os universitários também defenderam a educação.
Além desse episódio, foram registradas ocorrências nos dias 30 de setembro e 4 de outubro.
Conforme mostrou o Metrópoles,
“Estimamos aí, em termos de equipamentos, insumos e material de maneira, uma aproximação de R$ 100 milhões”, lamentou.
O fogo atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide). A ala abrigava materiais e projetos de pesquisa da universidade, incluindo estudos relacionados a câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. Ninguém ficou ferido.
Gomes estima ainda que havia no prédio cerca de 80 dissertações e teses de doutorado. “É uma perda irreparável, porque dados de 20 anos de pesquisa eram também, digamos assim, guardados nos espaços”, afirmou.