Produção industrial recua 0,8% em setembro e acumula perda de 4,1% desde maio

5 de Nov de 2026 - 12:40
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Produção industrial recua 0,8% em setembro e acumula perda de 4,1% desde maio

A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro, na comparação com agosto, e manteve a trajetória de retração iniciada em maio. Nos cinco meses, o setor acumulou perda de 4,1%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro de 2025, a indústria registrou queda de 2,5%. O resultado também levou a uma retração de 1,4% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar das perdas recentes, a produção industrial ainda acumula crescimento de 0,4% de janeiro a setembro. No intervalo de 12 meses, a alta é de 0,2%.

A queda de setembro atingiu 17 dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE.

Setores de petróleo e alimentos puxam retração da indústria

Entre as atividades, as maiores influências negativas vieram da fabricação de coque (atividade industrial que transforma carvão mineral, principalmente hulha, em um combustível sólido), derivados de petróleo e biocombustíveis, com recuo de 4,2%, e da produção de alimentos, que diminuiu 1,7%.

O desempenho desses setores sofreu influência das chuvas, que prejudicaram o processamento da cana-de-açúcar e reduziram a produção de açúcar e álcool.

Outras atividades também registraram perdas expressivas. A fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos recuou 3,1%, enquanto a produção de minerais não metálicos caiu 2,6%.

Máquinas e equipamentos tiveram baixa de 2,1%, e veículos automotores, reboques e carrocerias recuaram 1,2%.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital apresentaram a maior queda mensal, de 1,9%.

A produção de bens de consumo semi e não duráveis diminuiu 1,2%, enquanto a de bens intermediários recuou 0,7%. Na contramão, os bens de consumo duráveis avançaram 0,7%.

Indústria extrativa interrompe sequência de quedas

A indústria extrativa cresceu 1,7% em setembro e interrompeu quatro meses consecutivos de retração. O resultado teve influência do aumento da extração de petróleo bruto, gás natural e minério de ferro.

A fabricação de produtos químicos também avançou 1,7%. Já a indústria do fumo registrou crescimento de 20,3%.

Mesmo com a recuperação pontual, o setor industrial permanece distante do seu melhor desempenho histórico.

O nível de produção de setembro ficou 0,2% acima do registrado antes da crise sanitária causada pela covid-19, em fevereiro de 2020, mas ainda está 16,5% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011.