Renan Santos vê risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou, em entrevista ao Jornal da Record nesta terça-feira (22), que vê risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano.
Segundo Renan, os Estados Unidos estariam ampliando a interferência sobre assuntos brasileiros. Ele citou o presidente americano Donald Trump e afirmou que não quer ver países da América Latina sob controle dos Estados Unidos.
“Eu vejo, sim, risco e venho denunciando, de maneira clara, as intervenções dos EUA nas eleições brasileiras. Eu não quero ver a América Latina se tornando um protetorado americano. Donald Trump está almejando ter controle do Canal do Panamá, um país livre, agora Trump quer ter controle sobre o Brasil.”
O candidato também mencionou declarações recentes de autoridades americanas sobre o agronegócio brasileiro. De acordo com Renan, o secretário de Comércio dos Estados Unidos teria acusado a agricultura brasileira de práticas de trabalho escravo e de destruição e devastação do meio ambiente.
“O agro do Brasil é certificado e compete com o agro americano. E eles querem destruir o agro brasileiro para ter acesso ao mercado internacional”, afirmou.
Renan Santos posiciona contra ação do Escudo das Américas
Questionado sobre o Escudo das Américas, Renan afirmou ser favorável à cooperação entre países para combater organizações criminosas, mas rejeitou a participação de forças estrangeiras em território brasileiro.
“Eu sou favorável a gente fazer uma articulação conjunta, sou totalmente contrário à interferência americana e estrangeira em território brasileiro. Quero a honra de destruir o crime organizado no Brasil.”
O acordo anunciado pelos países participantes do Escudo das Américas prevê medidas contra 24 organizações classificadas pelo grupo como ameaças relacionadas ao narcotráfico.
Entre as ações previstas estão congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores, além da possibilidade de responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material aos grupos.