Ri Happy pede recuperação extrajudicial por dívida de mais de R$ 827 milhões
O Grupo Ri Happy entrou com um pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). O processo foi distribuído neste domingo (18) e aguarda o primeiro pronunciamento da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira.
O pedido inclui a própria Ri Happy e outras cinco empresas: PB Kids, Part Out Franquias, New Toys, Divertudo (buffet de festas) e Brincar Marcas e Participações. Elas incluem uma dívida de mais de R$ 827 milhões.
A recuperação extrajudicial é uma forma menos invasiva de reestruturar dívidas: a empresa negocia diretamente com os credores e pode pedir a homologação do acordo à Justiça. Na recuperação judicial, o processo é mais amplo e ocorre sob maior supervisão judicial. Já a falência envolve a liquidação dos ativos para pagamento dos credores conforme a ordem prevista em lei.
De acordo com o portal G1, que teve acesso aos autos, o plano de recuperação já conta com a adesão de credores que respondem por R$ 308,8 milhões, ou 42,2% do total de débitos abrangidos. O veículo ainda informa que o grupo atribui a crise financeira aos efeitos da pandemia, ao aumento dos juros e à queda nas vendas no varejo.
Estrela também pediu recuperação
Em maio, outra empresa conhecida do setor de brinquedos entrou com um pedido, mas de recuperação judicial. O Grupo Estrela incluiu, além da própria fábrica e da distribuidora da Estrela, a JM Plásticos, a Starcom do Nordeste Comércio e Indústria de Brinquedos, a Editora Estrela Cultural e a Estrela Beauty, voltada para o ramo de cosméticos.
A empresa principal do grupo acumulou, até o encerramento do primeiro semestre de 2025, um prejuízo de R$ 639 milhões. No mesmo período, a receita foi de R$ 9,33 milhões, mas os custos passaram de R$ 11,2 milhões. Caso todo o patrimônio fosse vendido hoje, ainda faltariam R$ 567,8 milhões para cobrir as dívidas.
De acordo com o comunicado ao mercado, pesaram no caixa da companhia as "mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais", além do aumento do custo de capital e restrições à obtenção de crédito.