Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga

17 de Out de 2026 - 21:50
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Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga

Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga Reprodução/TV Globo A tecnologia usada para monitoramento e conservação do Coliseu de Roma, na Itália, vai ajudar a proteger um patrimônio histórico, aqui no Brasil: o Museu do Ipiranga. Um escaneamento a laser, em 3D, permite antecipar possíveis riscos e problemas na estrutura. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Já são 131 anos de história. Mas o Museu do Ipiranga não aparenta a idade que tem. Construções envelhecem - e, como acontece com a gente, nem sempre os problemas aparecem na superfície. Foi para encontrar falhas, imperfeições escondidas, que essa equipe de pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, passou as últimas semanas trabalhando dentro e fora do edifício histórico. Imagine que a gente vá capturar uma foto do museu. A imagem seria bem diferente do que os pesquisadores estão buscando - eles querem enxergar o museu milimetricamente, cada detalhe, inclusive aqueles que, olhando assim, a gente não enxerga. Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga Reprodução/TV Globo O pesquisador Marcello Balzani explica que é como fazer um exame de raio-x, uma tomografia. A ideia é navegar pelo espaço como se ele fosse um órgão ou um músculo do corpo humano. "É como fazer um raio-X, um ultrassom ou uma tomografia, não é? Existe essa ideia de navegar pelo espaço como se ele fosse um órgão, um músculo", diz Marcello Balzani, professor de Arquitetura da Universidade de Ferrara. Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga Reprodução/TV Globo A tecnologia cria um modelo digital 3D da construção. Scanners a laser calculam com precisão a posição de cada detalhe do prédio. Isso forma uma "nuvem de pontos"; coordenadas espaciais que registram desníveis, fissuras e deformações, por exemplo. Por fim, um programa de computador cria um "gêmeo digital" do museu. Essa tecnologia é a mesma que foi usada no Coliseu, em Roma, para ajudar na conservação da construção de quase dois mil anos. O trabalho é uma parceria com a USP. A professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Beatriz Kuhl, explica que a tecnologia permite prevenir complicações futuras. "Você consegue intervir antes de ter um problema mais grave, desde uma coisa como uma lâmpada ou interruptor até problemas de cobertura, por exemplo. Essa manutenção constante, evita intervenções mais invasivas e de um modo geral, custa menos a longo prazo", comentou Beatriz Kuhl - professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). O Ipiranga já viveu tempos difíceis... Ficou quase dez anos fechado, até ser reaberto em 2022. Antes da revitalização, também foi feito um escaneamento como esse. Agora, a ideia é usar todos os dados para criar um programa de conservação e garantir que o museu continue envelhecendo bem. "De fato, ele é muito bem construído, mas ele não se regenera sozinho. Nós precisamos ficar atentos ou o que pode acontecer e quaisquer problemas que que apareçam", disse Beatriz Kuhl - professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Catadora de recicláveis ganha ajuda para retirar toneladas de lixo que acumulou em casa durante 20 anos; veja antes e depois