Terçol que não cura pode ser sinal de câncer, diz especialista a Kalil
O terçol é uma inflamação considerada comum e, geralmente, fácil de resolver. No entanto, quando a lesão é persistente aos tratamentos, sem desaparecer, pode ser um sinal de alerta para câncer no olho.
O tema foi debatido no programa “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (7), com Dr. Roberto Kalil e os convidados Rubens Belfort Jr., oftalmologista e membro da Academia Nacional de Medicina, e Tatiana Nahas, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês.
De acordo com Tatiana, o câncer de pele também pode atingir a região das pálpebras, e o principal alerta vermelho para ele são feridas que não cicatrizam. “Essas lesões geralmente crescem, sangram e formam casquinha”, explica a especialista.
Em pacientes mais idosos, a especialista alertou para o carcinoma de glândulas sebáceas, que imita o terçol. “Se o terçol voltar ao mesmo local, mesmo após cirurgia, é preciso procurar um oftalmologista especialista em pálpebras para o diagnóstico diferencial”, completa.
Já em crianças, o tipo de tumor mais comum é o retinoblastoma, um câncer ocular que se origina nas células da retina. De acordo com Rubens, a doença pode ter 90% de mortalidade quando não é tratada. Por outro lado, com o tratamento adequado, a mortalidade fica abaixo de 4%.
Outros sinais de alerta para problemas nos olhos
O programa também trata de sinais de alerta para outros problemas nos olhos, desde os mais simples e comuns — como miopia, astigmatismo e hipermetropia — até aqueles relacionados ao envelhecimento, como a catarata.
Os especialistas explicam que a principal forma de prevenir a miopia é a exposição ao ar livre e a prática de exercícios físicos, principalmente durante a infância. Além disso, eles afirmam que os problemas de grau, como esse, são fáceis de serem tratados, seja com o uso de óculos ou lentes de contato, seja por meio da cirurgia refrativa.
Segundo Rubens, não há outra solução que não seja a cirurgia para a catarata. “Não tem colírio, não tem vitamina, não tem vacina”, afirma. Inclusive, o especialista cita uma tendência de o procedimento ser feito de forma preventiva, antes mesmo de a doença aparecer.
Tatiana explicou que o procedimento é feito com colírio anestésico ou sedação e dura de 15 a 30 minutos. “O paciente dorme, não vê nada, não sente nada”, disse. A melhora da visão costuma ser percebida entre 24 e 72 horas. Os riscos são infecção, inflamação ocular e, eventualmente, a impossibilidade de colocar a lente no local de onde o cristalino é retirado. Nesses casos, a cirurgia pode ser refeita.
“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado (7), às 19h30, na CNN Brasil.
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