Activision, criadora de Call of Duty, afirma que o mercado de cheats para jogos gera US$ 8,5 bilhões por ano

18 de Set de 2026 - 14:00
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Activision, criadora de Call of Duty, afirma que o mercado de cheats para jogos gera US$ 8,5 bilhões por ano

Antes do lançamento de Call of Duty: Modern Warfare 4, a Activision falou sobre o “mercado multibilionário” por trás dos cheats de jogos.

As trapaças são uma realidade em praticamente todos os jogos online, mas a série Call of Duty tem uma reputação especial nesse sentido, agravada pelo battle royale de download gratuito, o Warzone. A Activision, assim como outras empresas de videogames, enfrenta uma batalha difícil contra os trapaceiros e aqueles que criam e lucram com os cheats, e a IA generativa tornou essa batalha ainda mais complexa.

Agora, para deixar bem claro o quão grave é a questão dos cheats nos jogos, a equipe Ricochet da Activision publicou um post no blog que detalha o negócio por trás disso.

“Os vendedores de trapaças criaram um mercado extenso, avaliado em bilhões de dólares, composto por revendedores, serviços de assinatura, versões modificadas de trapaças, contas ilícitas, ferramentas de falsificação de identidade e redes organizadas de distribuição”, afirmou a Activision, citando uma análise recente que sugere que as assinaturas de trapaças em apenas 15 jogos geram cerca de US$ 3,5 bilhões anualmente. A Activision estima que, quando se incluem setores adjacentes, como venda de contas, “boosting”, falsificação de identidade e outros serviços, a economia mais ampla dos cheats gera cerca de US$ 8,5 bilhões por ano.

Talvez você tenha visto a Activision publicar imagens de uma câmera corporal mostrando um criador de cheats de Call of Duty recebendo uma ordem de cessação e desistência — isso faz parte das medidas legais que a empresa toma nesse sentido. Mas ela também está usando “detecção técnica” para tentar reprimir os criadores de cheats.

RICOCHET Anti-Cheat doesn't end when your match does.

Cheat makers operate around the world. So do we. We’re taking the fight directly to cheat sellers.

Last weekend during the Closed Beta, we went to Ohio to takedown Elocarry.

That’s not an isolated case... — Call of Duty (@CallofDuty)

A Activision afirmou ter “interrompido” mais de 375 operações de revendedores, emitido mais de 80 notificações de cessação e desistência e ajudado a fechar 31 dos principais fornecedores de cheats. “Os vendedores de cheats costumam usar táticas de marketing e publicações nas redes sociais para fazer com que suas operações pareçam estáveis, mesmo quando estão sob pressão significativa”, afirmou a Activision. “Vimos desenvolvedores de cheats usarem plataformas sociais para justificar meses de inatividade com desculpas como ‘gripe’, ‘cirurgia’ ou ‘acidente de carro’, em vez de admitir que seus produtos foram detectados e não são mais confiáveis. Essas mensagens fazem parte do manual que eles utilizam para tranquilizar os clientes enquanto nossos sistemas continuam interrompendo suas redes.”

A Activision também destacou que usar cheats está ficando mais caro devido à pressão que a empresa está exercendo sobre o ecossistema. Mesmo assim, alguns dos números divulgados são impressionantes. A empresa afirmou que os trapaceiros podem gastar mais de US$ 1.000 por ano apenas para trapacear, considerando que alguns cheats por assinatura podem custar mais de US$ 100 nas faixas mais caras, e os spoofers acrescentam outra taxa recorrente. Hardware e serviços relacionados ao DMA elevam ainda mais o custo.

“Ao longo de um ano, alguns jogadores gastam centenas de dólares — se não milhares — tentando manter acesso a trapaças, ferramentas de evasão e contas alternativas”, afirmou a Activision. “No fim das contas, trapacear é um investimento que dá prejuízo. Toda vez que identificamos e removemos um jogador desonesto, o dinheiro que ele gastou trapaceando vai junto com ele — tudo por um aumento temporário do ego.”

Como sempre, a prova está na prática. A maioria aceita que a Activision nunca vai erradicar totalmente as trapaças do Call of Duty, mas a esperança é que elas sejam menos comuns no Modern Warfare 4 do que têm sido nos anos anteriores.

No início deste mês, o IGN entrevistou David Andrews, diretor sênior de segurança de jogos do Call of Duty, para — e o trabalho que a Activision realiza para evitá-las.

O Modern Warfare 4 será lançado em 22 de outubro.