Advogado de Trump pede investigação independente sobre eleição no Brasil: “Maior virada da história ou fraude”

26 de Out de 2026 - 08:00
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Advogado de Trump pede investigação independente sobre eleição no Brasil: “Maior virada da história ou fraude”

O advogado americano Martin De Luca, que representa a Trump Media (empresa de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump) e a plataforma de vídeos Rumble, fez nesta segunda-feira (26) uma série de posts no X sobre a eleição presidencial no Brasil.

De Luca, crítico do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que durante a campanha manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), falou especialmente sobre a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário da votação até as 19 horas de Brasília.

Posteriormente, o ministro e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disseram que a extensão do prazo valia exclusivamente para as seções eleitorais que ainda estavam com as urnas abertas às 17 horas.

“A ‘Janela Zanin’: duas horas que merecem uma investigação completa e independente”, escreveu De Luca.

Em outro post, o advogado da Trump Media afirmou que Lula “perdeu por 11 milhões de votos há duas semanas” – na verdade, no primeiro turno, disputado em 4 de outubro, o petista ficou atrás de Flávio em pouco mais de 2 milhões de votos.

“A maior virada na história da humanidade... ou uma fraude facilitada por uma intervenção sem precedentes de um juiz de uma corte que não tinha competência jurisdicional sobre o caso e que, inclusive, já foi advogado da campanha de Lula [em 2022]”, disse De Luca.

Em um post separado, De Luca falou de um comentário feito pela jornalista Mônica Bergamo na Band News, apontando que, segundo uma fonte no TSE, estender a votação além das 17 horas exigiria reprogramar cerca de 490 mil urnas, uma a uma, pelos mesários.

“Como eles acharam que isso passaria despercebido? Esse pessoal está fora de controle”, acusou De Luca.

“A apuração de Mônica Bergamo levanta uma questão fundamental. Será que Zanin determinou a extensão do horário de votação em todo o país sem sequer verificar se isso era, de fato, exequível?”, escreveu o advogado em outra postagem.

“Se a extensão exigia uma intervenção individual em centenas de milhares de urnas (490 mil), as autoridades precisam esclarecer, com precisão, quais instruções foram dadas, quais alterações foram feitas e onde. A afirmação de que ‘seria necessária uma reprogramação’ exige uma explicação detalhada e documentada sobre o que aconteceu”, afirmou De Luca.