AP Exata: críticas à fake news superam indignação com ataques à padroeira
Um levantamento da AP Exata nas redes sociais mostra que a repercussão da informação falsa de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil passou a ser dominada pelas críticas à difusão do boato, presentes em 25,9% das menções observadas.
A indignação com a suposta ameaça aparece em 19,8%. O caso também alimenta receios sobre a influência evangélica em um eventual governo Flávio (9,9%) e discussões sobre a remoção de posts pelo TSE (9,4%). Louvores e orações à santa representam 8,1% e não indicam, por si, rejeição ao candidato.
O levantamento teve por base 150 mil menções relacionadas ao conflito político envolvendo a padroeira do Brasil, publicadas no X e no Instagram, entre os dias 24, 25 e 26 de setembro.
As denúncias de hostilidade contra católicos (5,2%) e as críticas ao preconceito contra evangélicos (4,9%) mostram como a questão ampliou tensões religiosas anteriores. A crítica direta à devoção a imagens fica em 2,2%. Apenas 4,7% discutem o efeito eleitoral.
“No caso da santa, a campanha do Flávio foi muito eficaz. Ela conseguiu realmente colocar a ideia de que é fake news. Acho que isso foi bem estabelecido. Claro que sempre vai ter gente que vai se envolver com essa fake news, que vai acreditar, mas de uma forma geral eles conseguiram dominar o debate, que foi muito focado na ideia de difusão de fake news”, disse à CNN Sergio Denicoli, CEO da AP Exata.