Após apoio da bancada do agro, Flávio promete Ministério da Agricultura
A bancada da Frente Parlamentar da Agropecuária (FAP) no Congresso Nacional reafirmou, na noite desta terça-feira (6/10), apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o senador, caso eleito, o futuro ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa) será escolhido a partir de uma indicação da frente parlamentar.Ao lado de representantes suprapartidários, Flávio prometeu alinhamento às pautas do agronegócio e afirmou que “sempre” ouvirá seus representantes para as decisões do futuro governo.“Vamos fazer um governo responsável, trazer muitos investimentos em infraestrutura, ampliar a nossa capacidade de armazenagem para melhor negociar os preços das nossas commodities, não só aqui no Brasil, mas com todo o mundo”, disse.O candidato também afirmou que pretende ampliar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de biocombustíveis, além de reduzir a dependência brasileira de insumos, como fertilizantes. Leia também BrasilEm SC, Lula cobra apoio do agronegócio: “Deveriam se ajoelhar para mim” BrasilDurigan sinaliza criação de Fundo Garantidor do Agronegócio BrasilAgronegócio monitora impactos diante de prolongamento da guerra no Irã NegóciosInadimplência no agronegócio sobe e fecha 2025 em 8,2%, diz Serasa O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PR-Republicanos), fez duras críticas à política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para setor. Segundo ele, as condições macroeconômicas do país têm dificultado os investimentos do setor produtivo.“Não só o produtor rural, mas o setor produtivo está completamente impedido de investir no país com os problemas macroeconômicos que nós temos. (São) R$ 11 trilhões de dívida pública, os números do déficit primário são absurdos. Os juros estão muito altos e isso limita a qualquer capacidade de investimento. Nós temos uma realidade muito preocupante do crescente endividamento dos produtores”, afirmou.Lupion também criticou o nível das taxas de juros para o setor. Segundo ele, um juro real superior a 20% para o produtor rural “impede qualquer tipo de produção”.“Quando impede a produção, impede a geração de emprego e impede o crescimento econômico”, concluiu.